Geral

Rotary Nações ‘quita’ dívida com meio ambiente

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Uma área no Parque das Nações programada para se transformar em um parque recebeu ontem as primeiras 25 mudas de árvores de dez diferentes espécies nativas da região. O plantio foi realizado pelo Rotary Clube Parque das Nações, que assumiu em 2007 a responsabilidade de ‘quitar’ sua dívida com o meio ambiente através do projeto Carbono Zero, desenvolvido pelo Instituto Ambiental Vidágua.

Com base em tabelas de cálculo divulgadas no Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU), o instituto calculou qual será a emissão de gases causadores do efeito estufa do Rotary Clube Parque das Nações durante as 50 reuniões realizadas durante o ano de 2007. Foram levados em conta desde combustível, água e eletricidade consumidos até o lixo produzido.

O resultado do cálculo apontou a geração de 5 toneladas de gás carbônico por ano entre seus 20 sócios.

“A partir daí, o clube passou a ter uma consciência quantitativa da sua contribuição para o aquecimento global”, destaca o rotariano e relações institucionais do Vidágua, Klaudio Coffani Nunes. Orientados pelo instituto, o clube decidiu reduzir as emissões de gás carbônico e pretende iniciar um rodízio de carros entre os amigos para o transporte até o local das reuniões, estabelecendo para 2008 a meta de emissão de 4 toneladas anuais.

O clube também deve compensar a poluição do ambiente em 2007 promovendo o plantio de mais 10 árvores, além das 25 plantadas ontem. “Essas árvores vão crescer e seqüestrar o gás carbônico da atmosfera. Com isso, o Rotary recebeu o certificado do Instituo Ambiental Vidágua de que este é um clube Carbono Zero. Esse projeto é o que o planeta inteiro terá de implantar nos próximos anos”, afirma Nunes.

Segundo ele, o automóvel é responsavél por 80% do gás carbônico despejado por cada pessoa no meio ambiente. Para compensar este dano, a pessoa que procurar o Vidágua terá acesso ao levantamento das suas emissões de gás carbônico, e serão estabelecidas políticas de redução e compensação das emissões. Por R$ 10,00 a unidade, o instituto irá plantar, cultivar e fazer a conservação das mudas por pelo menos três anos, até que elas cresçam.

Jardim ambiental

O local onde as 25 mudas foram plantadas ontem pelos membros do Rotary, daqui a um ano será o bosque do Jardim Ambiental Parque das Nações, projeto de urbanismo e lazer que será construído em um terreno do município.

Com área de 4.500 metros quadrados, a intenção é que a praça abrigue, além do bosque, um campo de futebol, playground, mesas e bancos de concreto para jogos de damas e xadrez e uma pista para caminhadas. As obras, que estão sob responsabilidade do clube em parceria com a prefeitura municipal e empresas da cidade, têm previsão de conclusão para o final de 2008.

____________________

Caos

Em 2007, o relatório do IPCC concluiu que o aquecimento global é um fenômeno concreto e que deverá se intensificar nas próximas décadas, em razão das emissões de gás carbônico pela humanidade. Para Klaudio Nunes, do Vidágua, o quadro é mais preocupante do que se imagina. “O clima já está mudando e o impacto disso vai causar inundações na cidade de Bauru. Essa seca que a gente vive agora, em 50 anos deve se prolongar até o final de outubro. E as chuvas de verão vão ser cada vez mais violentas”, indica.

Ele ressalta que as ações ecológicas de hoje só terão impacto a longo prazo. “Não dá para impedir o que está ocorrendo agora. Temos que reverter o quadro para daqui a décadas, em benefício dos nossos filhos e netos”.

Comentários

Comentários