Regional

Renovação antecipa disputa política

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

As discussões que estão ocorrendo em Piratininga sobre a renovação do contrato com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) antecipa, em um ano, um embate político do que promete ser uma acirrada disputa nas próximas eleições municipais, em outubro do ano que vem.

O vereador Carlos Alessandro de Matos (PSDB), o Sandro Bola, diz abertamente ser pré-candidato a prefeito no ano que vem. Ele conta com o apoio do vereador José da Graça de Oliveira (PSBD), o Zé Gordinho, que vai tentar se reeleger para uma vaga no Legislativo. Por sua vez, a atual prefeita, Silvia Mendes Soares, trocou recentemente de partido, o PSDB, e se filiou ao PV. A manobra da prefeita deixou os ex-colegas de partido preocupados. “Ela entrando no PV deixou claro para a gente que ela é candidata. Eu entendi nas entrelinhas”, comenta Zé Gordinho. “Eu já firmei minha posição de apoiar o Carlos Alessandro e eu sou candidato a vereador. Eu vou acatar o que o partido decidir”, afirma.

Questionado se a disputa política não estaria influenciando nas discussões sobre os projetos do Executivo, já que antes Zé Gordinho fazia parte da bancada de apoio à prefeita, o vereador disse não misturar as coisas. “Eu tenho minha opinião e mesmo eu sendo do PSDB se eu achar que não é bom para o município eu vou votar contra”, comenta.

A prefeita, no entanto, acha irônica a posição dos dois antigos colegas de partido com relação à renovação do contrato com a Sabesp. “Ironicamente, eu era do PSDB e o pessoal do PSDB é que está contrário. Talvez porque eu seja um ameaça enquanto candidata a prefeita”, diz.

Sandro Bola garante que o fato de Soares ter mudado de partido não muda a relação do Legislativo com o Executivo. “O fato dela ter mudado de partido não mudou nada em relação ao apoio por parte da Câmara”, garante o parlamentar.

Soares ressalta que prefere que o assunto da renovação do contrato com a Sabesp seja concluído ainda neste ano para evitar as disputas políticas que possam ocorrer nas eleições do ano que vem. “Eu não gostaria, sinceramente, que se resolvesse no ano que vem. Eu acho que seria um desserviço. Vamos passar isso e resolver outras coisas senão fica batendo em um determinado assunto. A cidade precisa progredir, tem outros assuntos administrativos também”, alega a prefeita.

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