Fica cada vez mais difícil fugir da revolução tecnológica. Como um furacão, ela nos arrasta com suas novidades diárias. Eu me sinto meio clandestino, resisto às suas seduções. Este desplugado confessa que não é medo, afinal uma tela de computador não vai fazer a menor diferença na minha vida, mas, e sempre tem um mas, escrevi um texto usando os e-mails que recebi de outubro a julho deste ano e vou procurar mostrar o romantismo, amor, traição, medo, vingança, felicidade, fofoca, todo o relacionamento através de e-mails. Foi triste, divertido, contagioso, tranqüilo e leve o contato com a Internet. Afinal, ela gerou uma profunda mudança nos paradigmas culturais e científicos.
Confesso que não deletei nada, os e-mails que recebi de outubro a julho, vão estar na peça que estréia em janeiro, no Teatro Municipal.
Um ex-desplugado, hoje conectado, romântico de carteirinha, convida o leitor amigo para assistir a E-mail.com.amor, um texto de um ex-desplugado.
Paulo Neves - professor e diretor de teatro