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Escrevente é assassinada ao arrancar com o carro em suposta tentativa de assalto

Folhapress
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São Paulo - Durante uma possível tentativa de assalto, a escrevente Edna Lucy Toyama, 49 anos, levou um tiro e morreu, na noite de anteontem, na Vila Nhocuné (zona leste). Ela foi abordada por três homens, que não haviam sido presos até o fim da tarde de ontem. Edna trabalhava no cartório da 22.ª vara do Fórum João Mendes, no centro da Capital.

A escrevente estava dentro de seu Prisma, em frente à casa de um amigo, quando o crime aconteceu - às 19h30. Com o veículo desligado e estacionado ao lado da guia, Edna conversava com o motoboy Reinaldo de Souza Santos, 27 anos. Ele estava agachado do lado de fora do carro e foi abordado por três jovens - um deles armado. O trio, que chegou a pé, teria mencionado a intenção de roubar a moto de Santos, que estava na garagem da casa. Enquanto o motoboy era revistado por um dos rapazes, Edna ligou o carro.

Irritado, outro rapaz abriu a porta do veículo e atirou na escrevente. Ela ainda dirigiu por alguns metros. O trio fugiu a pé. Edna levou um tiro no abdome e foi socorrida minutos depois pela PM, mas morreu ainda na noite de anteontem. Ela foi enterrada ontem no cemitério da Vila Alpina (zona leste). Após o disparo, Santos saiu da rua e só voltou com a chegada da PM. Depois de Edna ser socorrida, ele foi de moto à casa da namorada (cujo nome não foi revelado pela polícia) e voltou somente quando foi chamado para depor.

De acordo com a irmã dele, Luciene de Souza Santos, 29 anos, foi Edna quem comprou e financiou a moto, há quatro meses. “Embora estivesse no nome dela, era ele quem pagava o financiamento.”

A família da escrevente tirou a moto da casa de Santos. Luciene também conta que a moto já havia sido roubada uma vez. “Mas tinha alarme, e o sistema travou numa avenida próxima.” Edna e Santos se conheceram em uma academia de ginástica da região. Moradora de uma rua próxima a do amigo, ela costumava assistir às missas da igreja São Pedro, vizinha. Pelos colegas de trabalho, ela foi definida como “reservada”.

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