Moscou - Rússia e China manifestaram ontem preocupação com o risco de uma ação militar contra o Irã, evocado dois dias antes pelo chanceler francês, Bernard Kouchner.
O chanceler francês, cuja afirmação de que o mundo deve se preparar para uma guerra se o Irã desenvolver armas nucleares provocou fortes reações em seu país e no exterior, defendeu a diplomacia para resolver o impasse atômico.
Kouchner defendeu negociações com Teerã “para evitar o pior” e acusou a imprensa de distorcer suas declarações.
Embora tenha apoiado as três resoluções aprovadas no Conselho de Segurança da ONU contra o Irã pela recusa do país de suspender seu programa nuclear - duas com a imposição de sanções -, a Rússia mantém boas relações com o regime dos aiatolás e o ajuda a construir uma usina atômica.
Assim como fizera o diretor da agência de energia atômica da ONU, Lavrov evocou a violência no Iraque para alertar que um ataque ao Irã poderia ter conseqüências graves.
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, repercutiu a fala de Kouchner e setores da opinião pública francesa ficaram surpresos com o alinhamento à americana.
O presidente do Irã afirmou que não toma de forma séria a ameaça de guerra cogitada por Kouchner. “Especulações da mídia são diferentes de palavras de verdade e nós não tomamos estas falas com seriedade”, disse.