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Unidas, entidades do magistério contestam secretária da Educação

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

Indignadas com afirmações da secretária estadual da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, publicadas pelo JC anteontem, cinco líderes de entidades representativas do magistério da rede estadual em Bauru contestaram o que ela disse. Os principais pontos de divergência é o tamanho do movimento dos professores por aumento nos salários e melhorias nas condições de trabalho, a implementação do sistema de avaliação do desempenho, práticas consideradas por eles impossíveis de serem cumpridas, e o processo de contratação de novos profissionais.

Segundo Maria José de Oliveira Faustini, diretora regional da Udemo (que congrega os diretores de escola), o movimento dos professores por reajuste de salário está forte e articulado. “Nos últimos eventos levamos 30 mil e na Praça da Sé, 6 mil pessoas. Preparamos para o próximo dia 28 novo ato estadual, inclusive contando com paralisações das atividades”, afirma. Na entrevista, Maria Helena classificou o movimento de muito fraco, disse que havia entre 10 e 25 pessoas acampadas na Praça da República em reivindicação salarial num universo de 250 mil professores no Estado.

Já Vera Lúcia Durand Silva, do Centro do Professorado Paulista (CPP, que representa profissionais aposentados do magistério), contesta a proposta de avaliar o desempenho dos professores. “Os professores não têm medo de serem avaliados. Mas antes de haver um julgamento do ser humano, é preciso estudar o que acontece na parte física. Temos escolas sem espaço, nem mesmo para biblioteca. É preciso primeiro dar condição para o desenvolvimento do trabalho”, afirma.

Na entrevista, Maria Helena disse que a partir do próximo ano, o salário dos funcionários de escola será variável, dependendo do desempenho. “Esta remuneração vale para toda a equipe da escola a partir do esforço para atingir as metas definidas para cada uma.”, disse na ocasião. Suzi Silva, diretora estadual da Apeoesp (sindicato dos professores da rede oficial de ensino) exige reajuste salarial. Segundo os representantes, há dois anos a categoria não tem aumento. “Reivindicamos o cumprimento da nossa data-base e não aceitaremos, em hipótese alguma, a proposta de bonificações e premiações porque esse dinheiro não é incorporado ao salário”, alega.

Outro fator de controvérsia é a contratação de funcionários. A secretária de Educação divulgou a abertura de concurso para secretário de escola. “Temos déficit de 11 mil trabalhadores em todo o estado. Existem escolas em Bauru que funcionam com apenas um professor efetivo. Portanto queremos abertura de concurso para todos os cargos”, finaliza Maria José, sob a concordância das colegas Sônia Aparecida Reis Charneca, da Apantesp, e Rosana Celeste Pereira Pinto, da Afusi (também entidades que congregam profissionais da educação em âmbito estadual).

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