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Médico preso por injúria está de licença; investigações continuam

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

O médico José Roberto de Toledo, preso por injúria na semana passada após ter discutido com a recepcionista Alice Fortunato de Oliveira, no Pronto-Socorro da Bela Vista, onde ambos trabalham, está afastado da atividade alegando problemas de saúde. Na ocasião, ele teria chamado a recepcionista de "negrinha".

A assessoria de imprensa da administração municipal informou que Toledo está em licença médica de 30 dias, contados a partir do dia último dia 13. Há processo administrativo em andamento na Corregedoria para apurar administrativamente o caso.

Sem informar em que fase de averiguação está o referido processo e nem as sanções que poderão ser impostas ao médico em caso de condenação, a assessoria de imprensa disponibilizou a lei municipal 3781, que discorre sobre o regime disciplinar do servidor público da cidade. As penalidades descritas são: suspensão, multa, demissão, destituição de cargo em comissão e destituição de função comissionada, dependendo da análise feita por uma comissão.

O advogado do médico, Carlos Eduardo Cruz Nicolas, afirmou que o cliente prefere não se pronunciar a respeito dos fatos até que os processos em andamento cheguem ao fim, alegando risco de possível prejuízo em caso de interpretações equivocadas de suas palavras.

O médico responde por injúria real em virtude da ofensa à dignidade em razão da sua cor da pele. A prática é considerada crime, com pena que varia de um a três anos de reclusão.

Cremesp

De acordo com o médico Carlos Alberto Monte Gobbo, representante em Bauru do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), o órgão já abriu sindicância para apurar a conduta de Toledo em função da acusação de injúria contra a colega de trabalho. Se for constatado que o profissional transgrediu normas do código de ética médica, ele poderá sofrer sérias sanções éticas por parte da entidade que congrega os profissionais da área em todo o Estado.

“No mesmo dia em que foram noticiados os fatos, enviamos recortes de jornal para análise da comissão em São Paulo. Creio que o processo já esteja em andamento, com o delegado da entidade na cidade.

Agora ele irá fazer visitas no local dos fatos, colher depoimentos e apresentar um parecer à comissão de São Paulo. Só depois dessa análise será aberto ou não um processo administrativo”, explica Gobbo, conselheiro do Cremesp.

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