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Profissão em alta, logística é explicada em maquete

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Uma grande maquete de uma fábrica de massas de pizza e pastel, com quatro setores, carrinhos, caminhões, bonecos, área verde e de lazer explicam como funciona a logística de uma indústria. Aberta à visitação pública, a exposição com trabalhos de 40 alunos do primeiro ciclo do curso de logística da Escola Técnica Rodrigues de Abreu, do Centro Paula Souza, segue até sexta-feira na unidade para explicar como funciona o trabalho de um profissional desta área.

Por conceito, o técnico em logística é o responsável por cuidar dos sistemas de transportes e armazenamento de matérias-primas, suprimentos e mercadorias. È o profissional apto a realizar, supervisionar e coordenar operações de controle de estoques, fluxo de materiais, mercadorias e serviços, integrando e racionalizando a cadeia de suprimentos desde da produção até a entrega.

“Ele pode trabalhar em almoxarifados, portos, aeroportos e até dentro de supermercados. O ramo da logística é muito vasto e pode ser explorado por qualquer empresa que tenha movimentação e armazenamento de materiais”, explica Sívia Cristiane Marangoni, coordenadora do curso de logística da escola e uma das orientadoras do projeto.

Na maquete exposta pelos alunos da Etec Rodrigues de Abreu, setores como estoque, produção e distribuição, por exemplo, possuem um espaço para abrigar um escritório, visando controlar melhor o processo produtivo e interligar todas as áreas à administração central.

“Além da logística de distribuição do produto final, dentro da própria fábrica há um controle logístico quanto ao planejamento da produção e também no almoxarifado, para o estoque e escoamento dos suprimentos”, exemplifica a professora. “O setores estão dispostos de forma a facilitar todo o trabalho da indústria, associando agilidade com o menor custo possível”, destaca.

Nicho inexplorado

Todo o trabalho foi feito, desde sua concepção até o acabamento, em apenas um mês e foi montado, em grande parte, com materiais recicláveis reunidos pelos próprios alunos. A intenção do projeto foi aplicar os conceitos aprendidos em sala de aula e divulgar para a comunidade uma profissão pouco conhecida e com um campo de trabalho ainda inexplorado.

No entanto, o aumento da competitividade em um mundo cada vez mais globalizado deve tornar essencial, a médio prazo, o papel do técnico em logística na estratégia das indústrias. Essa é a opinião do diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Ricardo Coube. “Muitas empresas deverão ser atraídas para cá (Bauru) em função do potencial logístico da região e, em até quatro anos, haverá uma crescente oferta de empregos nesta área”, acredita.

Segundo Coube, as principais ofertas de empregos estarão nas empresas que, em poucos anos, irão operar em diversos modais interligados, como hidrovias, ferrovias e aerovias. Neste contexto, o técnico em logística será o profissional melhor qualificado para avaliar as rotas mais apropriadas de escoamento dos produtos, de acordo com a necessidade do cliente e com os custos envolvidos.

“Ele será capaz de fazer uma avaliação diferenciada do que faz hoje um chefe de expedição. Há um mercado enorme a ser explorado”, destaca Coube. “O transporte de cargas no Brasil representa, em média, 14% dos custos para as empresas. Na Europa e nos Estados Unidos, esse índice é de 7%. Há muito o que melhorar e o trabalho logístico, através de uma racionalização dos custos, pode integrar outros meios de transporte, além das rodovias”, ressalta.

A maquete dos alunos da Etec Rodrigues de Abreu integra a “Semana Casa Aberta”, da qual participam 250 alunos dos cursos de logística, administração, com apresentação de técnicas administrativas de tributação, e enfermagem, que apresenta trabalhos na área de primeiros-socorros, inclusive com a exposição de aparelhos de UTI. As atividades seguem até sexta-feira, sempre das 19h às 22h, na Etec Rodrigues de Abreu, localizada na rua Virgilio Malta, 12-70. A entrada é gratuita e aberta à população.

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