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Automobilismo: Chefe da McLaren diz que não fala com Alonso desde o GP da Hungria

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Londres - O chefe da equipe McLaren de Fórmula 1, Ron Dennis, e o piloto espanhol da equipe Fernando Alonso estão sem se falar desde o GP da Hungria do mês passado, revelou ontem a transcrição da audiência do caso de espionagem, que resultou em multa de US$ 100 milhões e perda dos pontos da escuderia inglesa no Mundial de Construtores.

“Primeiramente, o meu relacionamento com Fernando é extremamente frio”, disse Dennis ao advogado da Ferrari, após ser questionado sobre uma discussão entre ele e Alonso antes da corrida em Budapeste, em 5 de agosto.

“Na cabeça de Fernando, existe o pensamento firme de que nossa política, apesar de cada piloto receber tratamento igual, não reflete apropriadamente seu status de campeão mundial”, acrescentou. “Ele baseia essa afirmação em sua experiência e conhecimento, e pelo que ele tinha na ex-equipe. Ele acha que deveria ter vantagens”, continuou.

Alonso, que trocou a Renault pela McLaren após ter conquistado dois títulos mundiais na escuderia francesa, está dois pontos atrás do estreante companheiro de equipe Lewis Hamilton, que lidera o Mundial. Faltam três corridas para o fim da temporada.

A revelação de Dennis aumentará as especulações a respeito da saída de Alonso da McLaren após esta temporada, provavelmente retornando para a Renault. A transcrição de 115 páginas, aprovada tanto por McLaren quando por Ferrari, foi publicada no site oficial da FIA (Federação Internacional de Automobilismo).

Hamilton O líder do Mundial de Pilotos da F-1, Lewis Hamilton, da McLaren, tentou mostrar confiança e otimismo em entrevista ao jornal inglês “Daily Mirror”. Ele ressaltou que não tem “medo de ninguém, nem da Ferrari e nem de Alonso”.

Em sua primeira temporada na categoria, Hamilton tem 97 pontos na competição, superando o bicampeão mundial Fernando Alonso, também da McLaren, com 95, e os pilotos da Ferrari, Kimi Raikkonen, com 84, e Felipe Massa, com 77.

Faltam três corridas para acabar a temporada. No dia 30 de setembro, os pilotos voltam a competir no Japão. “Eu sei que é difícil de acreditar, mas eu ainda lidero a competição com dois pontos de vantagem”, disse o piloto inglês.

Testes

O espanhol Pedro de la Rosa, reserva da McLaren, foi o mais rápido entre os dez pilotos que participaram dos treinos livres de ontem, segundo dia dos testes coletivos da F-1 em Jerez de la Frontera, na Espanha. De la Rosa deu 70 voltas no circuito espanhol e assinalou 1min19s267 na melhor delas. O espanhol ficou à frente do australiano Mark Webber, da Red Bull, que marcou 1min19s947. O italiano Luca Badoer, piloto de testes da Ferrari, fez 1min20s249, o terceiro melhor tempo.

Único brasileiro a treinar ontem, Nelsinho Piquet, da Renault, não teve um bom desempenho e anotou somente a sétima melhor marca -1min21s101. Faltando três provas para o fim da temporada, a categoria vê uma briga entre os dois pilotos da McLaren pela liderança do Mundial.

O inglês Lewis Hamilton tem 97 pontos, contra 95 de Fernando Alonso, atual bicampeão. O finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari, aparece em terceiro, com 84, sete a mais do que o seu companheiro de equipe, o brasileiro Felipe Massa.

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