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Sindicato aceita proposta e paralisação nos Correios pode terminar hoje

Folhapress
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São Paulo - A direção da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) apresentou no final da tarde de ontem uma nova proposta salarial para acabar com a greve de seus funcionários, que já dura uma semana. O comando de greve aceitou o pacote, que passará por assembléias hoje. A tendência é de que seja aceita.

A última proposta da ECT eleva de R$ 400,00 para R$ 500,00 o abono que seria dado aos funcionários. Os demais pontos são os mesmos que já tinha sido apresentado pela direção da estatal: aumento linear a todos os funcionários de R$ 60,00, reajuste de 3,74%, vale-alimentação extra de R$ 391,00 em dezembro, inclusão dos pais de novos funcionários no plano de saúde e auxílio-creche para até 7 anos de idade. Caso as assembléias - que ocorrem nos 33 sindicatos ligados à Federação Nacional dos Empregados em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) - não aprovem a proposta até as 14h de hoje, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) designará um relator para o processo, que irá a julgamento através da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do órgão.

A possibilidade da proposta não ser aprovada reside no fato da decisão do comando de greve pelo fim da paralisação ter sido apertada: quatro votaram a favor, e três contra. No início da greve, os funcionários dos Correios reivindicam reajuste de 47,77%, aumento linear de R$ 200,00, a negociação do plano de cargos e salários e a contratação de 25 mil funcionários. O dissídio coletivo foi apresentado pela ECT na noite de anteontem. A empresa alega que foi surpreendida pela greve quando realizava normalmente as negociações pelo reajuste à categoria, “sem qualquer justificativa capaz de beirar o princípio da razoabilidade.”

A estatal pediu que o TST declarasse a abusividade do movimento - o que, na prática, obrigaria os funcionários dos Correios a voltar a trabalhar mesmo sem um acordo fechado, sob o risco do sindicato ser multado e o ponto dos grevistas ser cortado.

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