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Cresce número de obras do PAC em situação preocupante

Por Ana Paula Ribeiro | Folhapress
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Brasília - O monitoramento das obras Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) constatou que mais ações de infra-estrutura estão em estado preocupante, classificação dada às obras que estão com atraso na execução ou enfrentam, por exemplo, problemas de licenciamento. O percentual de ações nessa situação passou de 8,4% do total em abril para 9,7% em agosto. Ao todo, são 2.014 ações de infra-estrutura.

As obras consideradas adequadas respondem por 79,9% do total, contra 52,5% em abril. Em estado de atenção, caíram de 39,1% para 10,4%. “A tendência é ter mais obras à medida que o PAC vai evoluindo”, afirmou a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

No caso da infra-estrutura voltada para a logística, que somam 1.271 ações, as consideradas preocupantes passaram de 6,1% para 11,3%. Entre elas, a ferrovia em Rondonópolis (MT), que não possui estudos de viabilidade e projetos de engenharia.

Entre os aeroportos, a única obra significante que recebeu o carimbo vermelho foi o de Macapá (AP). No dia 4, a Infraero (estatal que administra os aeroportos) notificou o consórcio Gautama da rescisão do contrato.

No balanço do PAC, as obras nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, ambos em São Paulo, estão sob o carimbo verde, ou seja, em ritmo adequado.

Na área energética, são 531 ações, sendo que 7% delas está em situação preocupante, contra 3,8% em abril. Uma que não saiu dessa situação é usina hidrelétrica Pai Querê, entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Também entrou nessa qualificação a plataforma de petróleo P-57 (Campo de Jubarte). A primeira licitação foi cancelada por preços excessivos.

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