A energia do Bloco Camaleão, que há 26 anos agita o Carnaval de Salvador, vai ser propagada no Recinto Mello Moraes nesta noite com a animação dos puxadores oficiais do bloco, o Chiclete com Banana. “Sem dúvida, vamos levar o Camaleão para Bauru, porque o nosso show é voltado à participação. É extremamente importante a participação do público, com todo mundo cantando e vibrando”, avisa, por telefone, ao JC Cultura, Bell Marques (vocal e guitarra).
Antes de responder à pergunta sobre o repertório do show, Bell entrega: “Veja bem, diga que cidade é que tô tocando? É porque eu sou o último a saber. Eu entro no avião e pergunto: pra onde é que eu tô indo?”, diz o baiano, acostumado a percorrer o País com a mesma desenvoltura de quando explodiu no Brasil com “Grito de Guerra”, em 1986.
Para os “chicleteiros” de Bauru e região, Bell promete um show longo, com hits da carreira, como “Cara Caramba Sou Camaleão”, “Quiribamba” e “100% Você”. A cidade ainda vai ser privilegiada com três músicas inéditas, ensaiadas durante esta semana: “Levada Chicleteira”, “O que é que você quer de mim?” e “A Fila Andou”.
“É até mesmo uma característica do Chiclete que, antes de lançar, cantamos as canções do disco novo nos shows. E, desta vez, já estamos com um belo repertório. É uma experiência, um laboratório do CD, além das pessoas terem muito prazer em escutar”, coloca o músico, que já prevê entrar em estúdio daqui 15 dias.
A festa deve começar às 20h, com a presença do Trio Elétrico Balakubaka e DJ. O show tem apoio do Jornal da Cidade, 96 FM, TV Record, Contra Regra, Mercearia, Lume Light, Ticomia, Oasis Motel e Loft Drive.
• Serviço
Chiclete com Banana, Trio Elétrico Balakubaka e DJ agitam o Recinto Mello Moraes hoje, a partir das 20h. Ingressos de R$ 20,00 a R$ 90,00 no Escritório Rastro do Cowboy, Comprando, Bruma’s Auto Posto, Posto Terra Branca, Mercocenter, Sport 90”, Assédio Butique, Contra Regra, Mercearia Bauru Shopping. Mais informações: (14) 3227-5623 e www.rastrodocowboy.com.br/show
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Nem Freud explica
Nas palavras do próprio vocalista, nem Freud conseguiria explicar o sucesso de 26 anos do grupo com 25 discos gravados, sendo o último “Tabuleiro Musical”, lançado em janeiro deste ano. “Eu diria que a gente sempre procura fazer as coisas de uma forma bem-feita. Tem o lado artístico, do talento, do empenho e do desempenho e a entrega no palco ao público”, tenta explicar Bell.
Com fãs que mal sabem falar e outros beirando os 80 anos, o Chiclete se orgulha de ser um dos poucos grupos brasileiros que atravessou e conquistou três gerações. “Nós vivemos num País em que é necessário ter coisas positivas para conseguir acreditar em alguma coisa. O nosso show fala de amor, do cotidiano da vida. Em troca disso, as pessoas acham que o Chiclete é o seu grande porto seguro, vira quase uma religião”.
Apesar dos tantos discos gravados, o músico ainda se apavora ao pensar no próximo álbum. “O disco é a fase pior de um artista, principalmente quando faz muito sucesso, porque tem que sempre ir em busca de algo melhor ainda”, desabafa o vocalista.
Com um disco recém-lançado, a preocupação já está no próximo, que deve chegar às lojas em 2008. “Um disco deveria durar dois anos, mas no Brasil é necessário ter um disco logo após outro porque abandonamos rapidamente”, reflete Bell. Integram ainda o Chiclete: Deny (percussão), Rey (bateria), Wadinho Marques (teclados), Waltinho Cruz (percussão) e Lelo (contrabaixo).