• Velocidade máxima
O Bugatti Veyron, quem diria, ficou para trás, mesmo com seus 1001 cv sob o capô. O recorde de velocidade final é de um modelo desenvolvido nos Estados Unidos. Trata-se do Ultimate Aero TT, que entrou para o “Livro dos Recordes” ao alcançar a velocidade de 411,7 km/h em uma freeway no estado americano de Washington. O recorde anterior era de 404 km/h do superesportivo francês.
O Ultimate Aero TT foi desenvolvido pela Shelby SuperCars. Ele conta com motor 6.2 litros, com oito cilindros em “V”. Os números superam os do Veyron: 1183 cv de potência, 182 cv a mais que o modelo da Bugatti, além de 151 kgfm de torque máximo, contra 127 kgfm do “rival”.
• Tempo de plantar
A PSA Peugeot Citroën tem metas ambiciosas para Brasil e Argentina. Vincent Rambaud, presidente da divisão Mercosul da holding francesa, promete investir US$ 500 milhões e lançar 12 novos produtos na região até 2012. O plano inclui novos produtos específicos para o Mercosul, ampliação da rede e aumento da capacidade de produção nas fábricas locais.
A meta é chegar em 2010 com 300 mil unidades vendidas. No acumulado de 2007, foram 134.600 unidades e 7,3% de participação. Para 2015, a meta é de 400 mil veículos. “Hoje estamos presentes em apenas 1/3 dos segmentos do mercado. Daqui a cinco anos, estaremos em 2/3”, avisou o presidente da PSA. Em relação a nichos em que a PSA não atua, há projetos da Peugeot para modelos, a partir do 206, no segmento de pick-ups compactas e para no de sedãs compactos. Outros produtos praticamente certos são um monovolume da Citroën derivado do C3 e uma versão hatch do C4.
Rambaud confirmou o terceiro turno que será implementado nas plantas de Porto Real, no Sul do Estado do Rio de Janeiro, a partir de dezembro, e em Palomar, na Grande Buenos Aires, já no próximo mês. Com isso, a unidade fluminense vai elevar sua capacidade para 150 mil unidades/ano, enquanto a portenha passará a ter capacidade de 170 mil unidades/ano.
• As jóias da coroa
A Ford segue recebendo propostas de montadoras e de fundos de investimentos interessados na compra das marcas britânicas de luxo Land Rover e Jaguar. A última a sinalizar interesse foi a fabricante indiana Tata Motors, afamada por produzir carros populares de qualidade e custos baixíssimos. De acordo com o presidente da marca, Ratan Tata, a compra das montadoras inglesas daria visibilidade global à fábrica indiana. O interesse da Tata Motors na Land Rover e Jaguar aumentou ainda mais depois que a Mahindra & Mahindra, conterrânea e maior rival, recuou da tentativa de adquirir a Land Rover.
Mas, independentemente das marcas indianas, a Ford mantém firme o discurso de que irá se desfazer das marcas britânicas até o fim do ano. De acordo com a fabricante americana, que controla o grupo e detém as ações majoritárias de ambas as fábricas, os prejuízos oriundos da Land Rover e da Jaguar em 2006 totalizaram US$ 12,7 bilhões - o equivalente a aproximadamente R$ 25 bilhões.