Polícia

Vendedores ambulantes dizem que mercadoria apreendida é ganha-pão

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 1 min

Em meio à confusão da apreensão de CDs, DVDs e maços de cigarros, os camelôs se mantiveram calmos. A maioria deles não quis emitir opinião a respeito da operação. Outros falaram o que pensavam, mas muitos preferiram não tirar fotos e nem mesmo informar o nome à reportagem.

No entanto, todos os que responderam às perguntas foram unânimes em afirmar que a venda dos produtos é o meio que encontrarm para garantir o sustento diário.

Assistindo a apreensão, ambulantes defenderam a comercialização dos produtos pirateados. A maioria considera muito elevado os preços dos originais e defende a venda como meio de sobrevivência. Alguns chegaram a minimizar a situação, destacando fatos políticos de âmbito nacional, que ocorrem em Brasília, como muito mais transgressores e maléficos à sociedade do que a venda de produtos pirateados.

“A gente precisa disso. Não estamos aqui à toa. Precisamos trabalhar e esse é o meio que conseguimos para tocar a vida”, disse uma comerciante que preferiu não revelar o nome. Mais abaixo, um senhor que vendia discos da congregação cristã a R$ 5,00, colaborou com a fiscalização, mas nervoso, não deu ouvidos à reportagem.

Em outro ponto, o motorista Marcelo Dos Santos Mariano, 28 anos, desempregado há três meses, resolveu falar. “Hoje estou vivendo com o seguro- desemprego. Esta barraca é da minha mulher, que está em trabalho de parto. Temos consciência de que a prática é proibida, mas esta é a nossa saída para conseguir levantar dinheiro e pagar as contas ao final do mês”, afirma.

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