Regional

Racionamento de água em Jaú é descartado

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Jaú - A possibilidade de racionamento de água na cidade de Jaú (47 quilômetros de Bauru) está descartada. Segundo a assessoria de comunicação e marketing do Serviço de Água e Esgoto do Município (Saemja), embora os reservatórios estejam no limite, o rodízio e o racionamento estão fora da programação da empresa.

A Saemja aposta na conscientização da população para economizar água. O assessor Antonio Carlos Piesigilli é enfático em lembrar que, no ano passado, nem os 11 meses de estiagem obrigaram o racionamento. “Temos 15 poços artesianos e estamos intensificando as palestras nas escolas, clubes de serviços, igrejas e todos os segmentos da sociedade. Os resultados são fabulosos”, conta.

De acordo com Piesigilli, há sete anos que o município investe na conscientização. “Desde que essa administração assumiu estamos investindo na conscientização e conquistamos a economia de 20%.”

Sem poder de multa e com a estiagem que castiga a cidade há três meses, a Saemja acredita que somente a economia de água é que evitará uma situação mais drástica como o racionamento.

“Não temos previsão de chuva. A única solução é a economia de água, por isso estamos intensificando as palestras.”

O Eta I, tradicional sistema de abastecimento, é formado pelos mananciais João da Velha, Santo Antonio e São Joaquim. Este sistema está no limite de sua capacidade.

No limite

Os reservatórios que abastecem a cidade de Jaú estão no limite, adverte o assessor. “Três meses de estiagem deixaram os reservatórios baixos. Em algumas horas temos que fechar o abastecimento para vários bairros, onde o consumo é alto, apenas para recuperar. Eu não tenho como nominar os bairros porque o consumo excessivo é alternado.”

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Guardiões da água

As palestras de conscientização a favor da água e a importância de se economizar têm sensibilizado a ala jovem da população. “Sete anos trabalhando na conscientização gerou um batalhão de guardiões da água.”

Os guardiões são jovens que atuam dentro da própria família, conscientizando as mães, irmãos e empregadas sobre a importância de se economizar o precioso líquido.

Casos inusitados chegaram ao conhecimento da Saemja, frisa o assessor. “Uma criança que participou de uma palestra chegou em casa e fechou o registro, porque a família não pretendia economizar água.”

A mãe, sem saber, reclamou a Saemja que no local constatou que o registro estava fechado. “A criança acabou contando que tinha sido ela que fechou.”

Outra iniciativa a favor da economia foi a atitude de um grupo de estudantes de uma escola pública que partiu para o corpo-a-corpo na defesa da água. “As meninas, munidas de máquina fotográfica, foram registrar as donas de casa que estavam esbanjando água com a lavagem de calçadas.”

Para o estudante Henrique Name dos Santos, 13 anos, a palestra da Saemja teve um significado diferente. “Eu quero ser biólogo e se essa geração não preservar o meio ambiente e a água não poderei exercer a profissão que pretendo.”

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