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Governo dribla oposição na Câmara

Folhapress
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Brasília - A Câmara retomou ontem a votação das emendas à proposta de prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011, cujo texto básico foi aprovado na semana passada. À tarde, governistas e o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), se apoiaram num parecer jurídico para reduzir de 36 para dez as emendas a votar.

A oposição prometeu recorrer à Comissão de Constituição e Justiça e, até o início da noite de ontem, ainda usava mecanismos do regimento para atrasar as votações. Às 19h, após cerca de seis horas de sessão, só duas das dez emendas haviam sido votadas - e rejeitadas -, a que proibia novas prorrogações da CPMF e da Desvinculação de Receitas da União (DRU) após 2011. Os governistas diziam que tentariam votar todas as emendas ontem ou na madrugada de hoje. Depois, o texto tem de ser aprovado em segundo turno para seguir ao plenário.

A falta de consenso não impediu o governo de obter uma vitória ao iniciar a discussão ontem para a votação das emendas e destaques. A base aliada conseguiu reduzir o número de destaques e emendas - o que poderia permitir que a votação fosse concluída ontem. Os governistas conseguiram reduzir de dez para sete destaques, enquanto o número de emendas caiu de 26 para quatro.

De acordo com o regimento interno da Câmara, a base aliada terá de garantir, no mínimo, 308 votos favoráveis às propostas de interesse do Palácio do Planalto. A oposição mantém a disposição de fazer obstrução às votações, uma vez que foi derrotada na batalha regimental que deu vitória aos governistas. As discussões e negociações prosseguiram durante toda a tarde.

O vice-líder do DEM na Câmara, José Carlos Aleluia (BA), ocupou a tribuna do plenário para atacar a CPMF. No gabinete dele, o líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE), recebia deputados e atendia a ligações telefônicas tanto no aparelho fixo como também no celular. Em cada conversa, ele repetia a necessidade de aprovar a CPMF em nome da governabilidade. Já no plenário da Câmara, o vice-líder do governo na Casa, Beto Albuquerque (PSB-RS), apelou para que os colegas que estão em seus gabinetes comparecessem para votar.

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