Turismo

Peru mágico

Por Eliane Barbosa | Com AE
| Tempo de leitura: 3 min

O Peru é surpreendente. Por isso, mesmo enfrentando terremotos e outras forças da natureza, continua atraindo visitantes. Esse bravo povo batalhador sabe reverter situações nefastas e fazer tudo para que o turista lá se sinta bem.

As cidades mais visitadas no Peru continuam sendo Lima, a Capital dos Reis, Cusco (os peruanos fazem questão da grafia com “s”) e Machu Picchu, a cidade escondida, imortalizada pelos incas. Mas há muito mais o que se ver e fazer nessa terra encantada, incluindo novidades como Trujillo, Nazca, Chiclayo e Paracas.

Quem esteve em Lima há décadas pode guardar uma idéia errada da cidade, achando-a feia, suja, desarrumada. Não é o que acontece atualmente. A cidade ganhou um banho de loja e mostra sua melhor face aos visitantes.

Bairros chiques, elegantes, arborizados e uma orla toda arrumada. Como toda metrópole latino-americana, claro que tem seus pontos degradados, sujos, pichados, comuns também na periferia de São Paulo, do Recife e do Rio de Janeiro, mas em contrapartida tem Miraflores, um dos bairros mais agradáveis para se caminhar, beber pisco souer e fazer compras.

Caminhe sem medo pela badalada avenida Larco, sente para comer nos restaurantes que a emolduram ou pelo menos para um cafezinho e sinta como os peruanos são amáveis com os brasileiros.

Em Lima, os táxis são baratíssimos, assim como em Buenos Aires, mas é sempre bom fazer um acordo com o motorista antes de embarcar. Lá não há necessidade de licença prévia para atuar. Por isso vale a lei da oferta e da procura.

O trânsito no Centro e nas áreas de bares e restaurantes é um tanto caótico, com buzinaços por todo o lado e crianças ou famílias inteiras mendigando. Até mesmo em altas horas, como duas da manhã. O difícil é seguir os conselhos das autoridades e não se deixar levar pelo apelo daquelas criaturinhas doces em uníssono: “Senhõrita, señhorita, uma propina!!”

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A igreja, o convento e as catacumbas

Lima foi fundada em 1535 pelo espanhol Francisco Pizarro, que destruiu os templos incas e no lugar construiu suas igrejas e seus conventos. Mesmo assim, sua população, de cerca de 8 milhões de habitantes, conseguiu preservar sua herança colonial. Dá gosto andar pelo Centro, pelas galerias cobertas, se encantando com as fachadas de edifícios seculares, com suas praças bem cuidadas, com suas ponte.

Como todas as cidades de dominação espanhola, Lima tem também sua Plaza Mayor. E é nela que deve começar o circuito histórico-cultural. A Plaza Mayor também é conhecida como Plaza de Armas. É lá que foram edificados os prédios da Prefeitura, o palácio do Governo e a Catedral, todos impecáveis exemplos de conservação da arquitetura colonial. Olhe para o alto para descobrir detalhes das varandas dos prédios, muitas feitas em madeira trabalhada. Um mosaico.

O Centro Histórico oferece aos visitantes a oportunidade de conhecer vários pontos abertos à visitação. No Convento de San Francisco (Jirón Ancash, quadra 3; abre todos os dias, das 9h às 1h30), pode-se visitar as catacumbas. Passeio para quem se arrama em arqueologia e não é neurótico claustrofóbico como eu, que detesta lugares apertados, escuros e com um cheiro não familiar.

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