O arrastão contra a pirataria feito pela Polícia Militar anteontem não acabou com o comércio de CDs e DVDs pirateados na área central de Bauru. Ontem, em uma rápida caminhada pelo Centro, a reportagem localizou pelo menos duas barracas oferecendo a mercadoria. Possivelmente por receio de um novo arrastão, um dos comerciantes deixou à mostra apenas os encartes impressos, como forma de divulgar os títulos de CDs e DVDs que estavam disponíveis para compra.
Mesmo em volume bem menor, a permanência de CDs e DVDs pirateados nas ruas parece indicar que apenas ações de repressão não serão suficientes para acabar com o problema. Segundo Fabrício Carlos Genaro, um dos representantes dos vendedores ambulantes, sempre que houver demanda, haverá quem ofereça os produtos de baixo custo.
“As grandes gravadoras vendem os CDs e DVDs caro demais e a grande maioria das pessoas, independentemente de classe social, acaba optando por um produto pirata devido ao preço”, observa, ressaltando que esta conjuntura não justifica a pirataria.
Segundo ele, a solução mais eficaz seria criar mecanismos para diminuir a quantidade de pessoas trabalhando na informalidade, através do estabelecimento de políticas públicas de combate ao desemprego. “A maioria dos ambulantes já teve uma profissão um dia. Seria necessário reciclar essa mão-de-obra, em parceria com empresas privadas, para recolocar esses trabalhadores no mercado de trabalho formal”, finaliza.