Regional

Câmara declarou guerra aos ingleses no conflito do Brasil contra Paraguai

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 1 min

Na década de 1860, a Câmara de Botucatu envolveu-se em um caso polêmico. O Legislativo declarou “guerra” à Inglaterra. Isso foi feito através de um manifesto de apoio dos vereadores da cidade às represálias nacionais na histórica “Questão Christie”, em 1863, durante a Guerra do Paraguai. Felizmente, a questão se resolveu diplomaticamente em nível nacional, mas o manifesto da Câmara foi recebido pelo Imperador e obteve até resposta.

“O que houve foi uma carta de apoio ao imperador Pedro II, para que ele tomasse uma atitude altiva diante do embaixador inglês no Rio de Janeiro, que vinha exigindo dele (e ameaçando com represálias) a soltura de alguns marinheiros ingleses, presos por embriaguez nas noites do Rio. O Imperador agradeceu”, relata o historiador João Carlos Figueroa.

O historiador explica que o Legislativo de Botucatu passou por vários períodos conturbados no que diz respeito à legitimidade do poder. Como exemplo, ele cita que, após promulgada a Constituição de 1934, e realizadas as eleições previstas, a nova Câmara que assumiu ficou pouco tempo no poder.

“Assumiu em maio de 1936 e ficou até 10 de novembro do ano seguinte, quando, por força da instituição do Estado Novo, todas as câmaras foram dissolvidas. Daí em diante, apenas um prefeito, nomeado pelo departamento das municipalidades, administrou o município, até que, depois da Constituição de 1946 foram eleitos - separadamente - novos vereadores e prefeito. E aí, então, ingressamos no período democrático, com posse no início de 1948”, relembra João Carlos Figueroa.

Comentários

Comentários