Islamabad - O ditador do Paquistão, Pervez Musharraf, realizou seu registro oficial para concorrer nas eleições presidenciais do país que ocorrem em 6 de outubro, enquanto a Suprema Corte julga a legalidade de sua candidatura. O veredito deve ser anunciado hoje.
A candidatura de Musharraf foi entregue ontem pelo primeiro-ministro, Shaukat Aziz, e alguns dos líderes do partido à Comissão Eleitoral. “É um dia histórico”, disse Aziz em frente à Comissão Eleitoral.
Um colégio eleitoral composto por membros da Assembléia Nacional, Senado e Assembléias das Províncias irá votar para presidente antes que sejam dissolvidas devido a uma eleição geral prevista para o meio de janeiro de 2008.
Um membro do Partido do Povo do Paquistão, da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, Makhdoom Amin Faheem, foi registrado como candidato para a presidência do país. Musharraf e Bhutto chegaram a conversar sobre uma possível divisão de poder, mas não conseguiram chegar ainda a um acordo.
Oposição
Políticos da Aliança pela Restauração da Democracia prometeram renunciar em massa no próximo sábado para tentar impedir o pleito. O país atravessa momentos de incerteza.
Analistas afirmam que, caso o tribunal declare ilegal a candidatura, Musharraf pode decretar estado de emergência ou dissolver o Parlamento e buscar um novo mandato, como civil, após as eleições.
Justiça
Diversos recursos na Suprema Corte do país alegam que a candidatura de Musharraf é ilegal devido a seu atual papel de líder das Forças Armadas do país e presidente. Musharraf propôs à Corte que deixar seu cargo no Exército se reeleito, mas não antes da eleição.