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Idoso casa 4 vezes mais que idosa

Folhapress
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Rio - O número de casamentos entre homens idosos é quatro vezes maior do que entre as mulheres idosas, revela a Síntese dos Indicadores Sociais, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de elas contarem com maior longevidade, são eles que se casam mais. Os Estados com maior taxa de casamento para os homens acima de 60 anos são Acre, Alagoas e Rondônia.

No Brasil, muitos idosos vivem como chefes de família. O arranjo mais comum é aquele em que ele mora com os filhos (44,5%). Além disso, ainda é alta a proporção de lares em que filhos com mais de 30 anos moram com idosos. Nesses casos, a pesquisa não sabe precisar o motivo: se o idoso sustenta a casa ou se seu filho. A pesquisa mostra ainda que houve um aumento na chamada “segunda chance”.

Embora o casamento entre solteiros ainda seja maioria na sociedade brasileira, as pessoas estão optando por se unir também com divorciados e viúvos. Em 1995, os casamentos somente entre solteiros correspondiam a 91,5% das uniões. Já em 2005, eles passaram para 85,9%. Por outro lado, as separações ainda contam com uma estatística nada positiva. Em 45% das separações não-consensuais pedidas por mulheres foi alegado conduta desonrosa ou grave violação do casamento por parte do marido, que podem ser traduzidos como traição e violência.

Menos pobreza

A Síntese dos Indicadores Sociais mostra que a pobreza entre os idosos caiu nos últimos anos. Segundo a pesquisa, em 1996, eles eram 7,7% do total da população que vivia com até meio salário mínimo. Em 2006, o número caiu para 5,4%. Em compensação, crianças com até 14 anos ainda eram, em 2006, 40,2% dos que têm renda de até meio salário mínimo.

Segundo o IBGE, a melhora na renda dos idosos pode ser atribuída ao reajuste dos salários mínimos, relacionado ao pagamento de benefícios. Em 1996, 25,1% dos idosos com mais de 60 anos viviam com até meio salário mínimo. No ano passado, esse patamar caiu para 12,4%. Os dados reforçam a discussão sobre a destinação de recursos de programas sociais e sobre a sustentabilidade das políticas sociais. No ano passado, a população de idosos atingiu 19,07 milhões de pessoas, 10,2% da população. Para o presidente do IBGE, Eduardo Nunes, os benefícios são favoráveis. “Nas camadas de baixa renda a aposentadoria não é suficiente para sustentar a própria família.”

O economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), afirma que os idosos tiveram muitas conquistas nos últimos anos, mas questiona a sustentabilidade dos benefícios. “Nossa geração não vai poder contar com esse sistema.” Os dados mostram que 30,9% dos idosos estão no mercado de trabalho. Quase um em cada cinco aposentados (19,2%) volta a trabalhar.

Em 1996, 18,3% dos aposentados mantinham uma ocupação. De forma geral, 44,5% dos idosos moram com os filhos, mas o número de idosos que moram sozinhos está crescendo e alcançou em 2006, 13,2%. A pesquisa revela ainda que a população branca está sobre-representada entre os idosos. A proporção de pessoas brancas neste grupo etário é de 57% e a de pretos e pardos, de 41,6%. Na população em geral, os brancos são 49,7%. “É a diferença social acumulada ao longo da vida”, afirmou Lúcia Cunha, pesquisadora do IBGE.

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Divorciados se casam mais

Rio - Homens divorciados se casam mais do que as mulheres na mesma situação, segundo o IBGE. O instituto também mostra que os separados e viúvos estão “roubando” o espaço do solteiros nas uniões registradas no cartórios. Aumentou o número de casamentos entre divorciados e mulheres solteiras - de 4,1% do total de uniões em 1995 para 6,3% em 2005. É o tipo de arranjo mais comum depois dos casamentos entre solteiros.

Também aumentou o número de divorciadas que se casam com solteiros - 1,7% em 1996 para 3,1% em 2006. Os divorciados também passaram a se casar mais entre si: 2% do total de uniões registradas em 2006, contra 0,9% em 1996.

As uniões entre homens e mulheres solteiros são ainda majoritárias - 85,9% do total de casamentos realizados em 2005, segundo a Síntese de Indicadores Sociais, do IBGE. Ano a ano, porém, o percentual cai. Era de 91,2% em 1996. O instituto pesquisa sempre o número de uniões anuais e os arranjos - solteiros entre si etc. Nos dois últimos anos, após longo período de queda, a taxa de casamentos voltou a crescer - ou seja, as pessoas estão se casando mais no país. O número de casamentos a cada 1.000 pessoas subiu de 6,2% em 2004 para 6,3% em 2005. Em 2003, havia sido de 5,8%. Em 1995, ficara em 6,8%.

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