Internacional

Governo de Mianmar corta Internet

Folhapress
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Yangon - O governo militar de Mianmar desconectou ontem o país da Internet, como forma de impedir o vazamento de testemunhos, fotografias e vídeos sobre a repressão desencadeada nesta semana contra monges budistas, estudantes e opositores.

Um funcionário da ditadura disse que as conexões deixaram de funcionar em razão “de problemas com um cabo submarino”. Mas a versão é contestada pela entidade RSF (Repórteres Sem Fronteiras), que monitora as dificuldades de comunicação impostas pelos militares locais.

O país tem apenas dois provedores de acesso: um é ligado ao Ministério das Telecomunicações, e o outro, Bagan Cybertech, é dirigido pelo filho do primeiro-ministro.

“Mianmar está submetida a um blecaute informático”, disse ontem o autor de um blog, em mensagem enviada por celular ao “New York Times”. Entre as poucas mensagens estava a que dizia estar em chamas uma delegacia de polícia.

Nos EUA, a Sociedade Americana pelo Progresso da Ciência afirmou que fotos de alta definição por satélite revelam o desaparecimento, no primeiro semestre, de 18 aldeias, o que pode ser indício de brutal violação dos direitos humanos, como genocídio.

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Fotógrafo japonês

Também chegou a Tóquio um vídeo feito por celular com a cena do assassinato, anteontem, do fotógrafo japonês Kenji Nagai.

Contrariamente à informação oficial, de que ele foi vítima de uma bala perdida, o vídeo comprova que ele foi deliberadamente alvejado por um militar que reprimia manifestantes em local público.

O chanceler do Japão, Masahiko Komura, afirmou que o incidente é comprometedor. O primeiro-ministro Yasuo Fukuda determinou que um diplomata de alto escalão apurasse em Mianmar o episódio.

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