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Psicologia próxima da população


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Na contramão da agonizante situação da saúde pública bauruense, especialmente da combalida saúde mental de nossa cidade, venho destacar um serviço de atenção psicológica gratuito e de excelente qualidade e sem burocracia.

Trata-se do Plantão Psicológico, desenvolvido desde 2.000, na Clínica de Psicologia e Fonoaudiologia da USC. Esse serviço destina-se ao atendimento de pessoas em situação de urgência psicológica. O grande diferencial do serviço de Plantão Psicológico é que a pessoa é atendida prontamente ao solicitar o atendimento, não precisando agendar seu horário ou passar por qualquer fila de espera. A equipe de plantonistas responsável pelos atendimentos divide-se em turnos de acordo com os horários de funcionamento da referida clínica.

O objetivo desse serviço de Atenção Psicológica é acolher a pessoa no momento exato de suas necessidades e, se possível, devolvê-la a estados suportáveis de angústia. Não se trata, portanto, de substituir a psicoterapia de longa duração, mas oferecer um importante pronto-atendimento psicológico a pessoas que recorrem espontaneamente ao serviço.

Vale destacar que o sucesso desse atendimento se deve particularmente ao pioneirismo e a contagiante dedicação da profª drª Regina C.L.P.Furigo, da USC, que ao estudar a formação clínica dos alunos de Psicologia trouxera essa nova possibilidade de atendimento desenvolvido por outras notáveis instituições brasileiras desde a década de 70, como a USP, a PUC/SP e, mais recentemente, a PUC Campinas.

Os quase sete anos de experiência da equipe do Plantão Psicológico, supervisionada pela professora Regina, proporcionaram um grande número de pessoas atendidas, de queixas variadas, desde orientações gerais a quadros psicológicos severos. Somado aos atendimentos, as pessoas também são acompanhadas posteriormente para a avaliação do próprio serviço.

Esse laborioso trabalho resultou (e continua vigente nos dias de hoje) com dados que reiteram a importância e a eficácia desse serviço à população bauruense.

Cabe ainda apresentar que não apenas a população e os plantonistas se beneficiaram com o Plantão Psicológico. Pois, pesquisas e diversos trabalhos científicos foram e continuam sendo publicados a partir da implantação desse atendimento. O destaque especial é a tese de doutoramento da professora Regina Furigo, defendida em 2006 na PUC de Campinas (PUCCAMP).

A expansão e a consolidação desse projeto é confirmada ainda pela “exportação” dessa experiência para outras instituições. Em maio desse ano, o Centro de Psicologia Aplicada (CPA) da Unesp Bauru, passou a oferecer o serviço de Plantão Psicológico, coordenado por ex-plantonistas da USC e pela profª drª Carmen Maria Bueno Neme.

Desse modo, ainda que saibamos que o plantão psicológico não é uma panacéia psicológica a todos os males, ele surge para atender à grande demanda de sofrimento advinda da atual situação da população brasileira, proporcionando uma atenção psicológica ao sofrimento e à urgência do homem contemporâneo.

O autor, Rodrigo Clemente Ballalai, é psicológo - CRP 06/81154

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