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ETE da Tilibra reduz em 95% impurezas dos resíduos líquidos

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Em um ano de pleno funcionamento, a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) da Tilibra conseguiu diminuir em 95% o grau de impureza dos resíduos líquidos lançados diariamente no rio Bauru. São cerca de 3 mil metros cúbicos de efluentes líquidos tratados por mês, entre dejetos resultantes do processo de produção industrial, como tintas e solventes, e o esgoto sanitário.

Para determinar o grau de pureza da água são avaliados mais de dez elementos químicos, mas a redução do índice da demanda bioquímica de oxigênio (DBO) é o principal indicador em um processo de tratamento como este, segundo informou o gerente de Qualidade, Produtividade, Segurança e Meio Ambiente da empresa, Ricardo Carrijo. “Quando submetemos os resíduos líquidos a este tratamento, recuperamos a capacidade de oxigenação em 95%. Não se torna uma água potável, mas volta a permitir a existência de vida aquática nela”, explica.

O tratamento é feito através de um processo biológico que reproduz as condições do leito de um rio, em que um conjunto de bactérias consome grande parte das impurezas existentes. Após esse processo, o líquido resultante é despejado no rio com um impacto ambiental exponencialmente reduzido.

Ao longo dos últimos 12 meses, amostras dos efluentes tratados coletadas demonstraram regularidade na DBO. Enquadrada nos dos parâmetros exigidos pela lei, a empresa obteve, há cerca de 30 dias, a licença de funcionamento da ETE concedida pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), ligada à Secretaria do Meio Ambiente do governo de São Paulo.

O projeto inicial da ETE, de 2001, era voltado apenas para o tratamento da água residual gerada pelo processo de limpeza dos cilindros e tinteiros das máquinas de impressão, mas foi expandido em meados de 2006, passando a tratar o esgoto e a maior parte dos resíduos industriais. Atualmente, a estação tem capacidade para tratar 120 metros cúbicos de efluentes por dia.

De acordo com o presidente da Tilibra, Vinicius Coube, a instalação da estação foi acompanhada de um longo processo de conscientização dos cerca de mil funcionários para reduzir os danos ao meio ambiente. “Não basta simplesmente construir a estação e fazê-la funcionar. Nós tivemos que educar as pessoas a não jogar resíduos na rede de esgoto, por exemplo”, revela.

Neste sentido, a empresa também conseguiu estabelecer uma política de redução do consumo de água em 30% em seis meses. “Estamos não só tratando a água, mas gastando menos. Esse processo de conscientização vem sendo feito gradativamente, através de palestras e campanhas internas, para que as pessoas passem a utilizar o mínimo de água possível”, destaca Carrijo, lembrando que, além da estação, a empresa destina à reciclagem aproximadamente 80% dos resíduos sólidos gerados pelo processo industrial, como papéis, plásticos, vidros e metais.

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