Sobre pirataria. Não sou consumidor fanático de CDs ou DVDs. Melhor seria se os camelôs passassem também a oferecer livros usados em suas bancas. Quanto aos CDs, DVDs e outros Ds, é impossível barrar um tsunami provocado pelo maremoto da cobiça. Certo, a água do mar é pouco para saciar a sede de lucro dessas baleias do mercado. A gula é tal que a eles só falta estourar, como naquele filme do grupo inglês Monty Python. (É como a Telefônica, cobrando assinatura mensal. Leitor, o que é assinatura mensal?)
Se a polícia faz apreensões, não acho justo que os trabalhadores informais fiquem no prejuízo. Se não têm uma espécie de seguro, está errado, pois o fornecedor deles é quem deveria repor o material recolhido. Pelas lágrimas dos ambulantes, parece mesmo que a cota do prejuízo cabe integralmente a eles, o que é injusto. Seguro pra moçada, gente boa!
Quanto às videolocadoras, só não vê quem não quer: acabou. São os últimos estertores de uma atividade pré-histórica. Culpa dos camelôs? Claro que não, pois que eles também serão engolidos e obrigados, mercê de inovações tecnológicas, a substituir seus produtos por outros que ninguém sabe quais serão, tal a velocidade da atual revolução digital na qual estamos todos engolfados.
Na TV a cabo tem filme saindo pelo ladrão. Logo, logo a Record - que inaugura hoje, 27/9/2007, a Record News -, revoluciona de novo e lança um canal grátis de filmes: Record Filmes. (Atenção Record - ou Globo -, para a minha sugestão.) Não demora e toda residência será uma locadora, pois teremos à nossa disposição toda a filmografia e discografia mundial, bastando dar cliques. Já tiram do povo os anéis. Que fiquem os dedos.
Júlio Diogo - RG 13.913.837-7