Economia & Negócios

Pequenas empresas também buscam consultoria financeira

Daiana Dalfito
| Tempo de leitura: 2 min

Dinheiro. As finanças acabam por fazer parte da vida de todas as pessoas direta ou indiretamente. Com o passar do tempo, o crescimento e a dinâmica vertiginosa da economia, as empresas, que antes resolviam parte de seus “problemas” sozinhas, passaram a solicitar os serviços dos consultores financeiros.

Atualmente, para conseguir um financiamento ou empréstimo, organizar os gastos anuais ou a folha de pagamento é preciso ter um plano financeiro. Organizações não-governamentais (ONGs) precisam detalhar como vão gastar as verbas para que possam recebê-las.

No Banco do Povo ou programas governamentais de geração de trabalho e renda, por exemplo, uma cabeleireira precisa apresentar um projeto, simples, mas um projeto que explique o motivo de seu pedido de financiamento. Isso é consultoria financeira.

A consultoria se popularizou nos grandes centros e empresas, mas pouco a pouco vem tomando conta até mesmo da padaria da esquina e da venda do ‘seo’ Zé. “Os pequenos empreendedores não querem mais investir sem saber qual será seu retorno financeiro”, explica o vice-diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da Instituição Toledo de Ensino (ITE), Reinaldo Cafeo.

O economista e professor explica que cada vez mais empresas do Interior buscam especialistas em consultoria financeira, que passou a ser um mercado em franca expansão. Em Bauru, a visível vocação da cidade é o setor de serviços, campo que fez com que o curso de economia da ITE tivesse seu currículo flexibilizado.

“50% do currículo é voltado à história da economia, a matemática e a macroeconomia, mas a outra metade se volta especialmente para as áreas de consultoria e empreendedorismo” esclarece Cafeo. Essa diferenciação segue outros exemplos que unem o ensino da economia à principal atividade econômica desenvolvida pela região. “São Paulo e Campinas se voltam ao mercado de capitais e o Paraná, ao agronegócio”, enumera.

A economia parece ter perdido o estigma de área voltada aos serviços públicos. “Um economista ajuda a empresa com um planejamento financeiro porque foca resultados, compreende a empresa internamente e a insere no contexto do mercado”, conclui Cafeo.

Assim como em outras áreas, a economia vem se abrindo cada vez mais a novas “especialidades” como a de projetos agropecuários, públicos, perícia econômica e consultoria.

• Serviço

As inscrições para o vestibular do curso de economia da ITE vão até dia 3 de outubro. Mais informações no site www.ite.edu.br

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