Integrantes do Movimento pela Preservação da Floresta Urbana Água Comprida compareceram à sessão de ontem do Legislativo bauruense para solicitar aos vereadores a transformação do local, através de projeto de lei, em Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE). Eles também sugerem que a área poderia tornar-se um parque.
Representando o movimento, a secretária-executiva do Instituto Ambiental Vidágua, Ivy Wiens, discursou na tribuna e propôs a formulação do projeto de lei. “Optamos por esse tipo de unidade de conservação porque pela lei federal a área não precisa ser desapropriada, uma vez que o proprietário poderá fazer uso e ter lucro com ela”, justificou Wiens, acrescentando que o movimento também pedirá apoio ao Executivo, o Ministério Público e ao governo estadual.
Wiens defendeu a importância da floresta na cidade. “Ela tem fundamental importância por sua localização privilegiada dentro da zona urbana, possuindo extensa área de mata, com flora e fauna rica em biodiversidade. Trata-se de uma área de transição entre os biomas Mata Atlântica e Cerrado, ambos ameaçados pelos constantes desmatamentos ocorridos e intensificados no último século, especialmente no Estado de São Paulo. E, no caso da Água Comprida, estudos comprovam que o município já é fortemente afetado pelos desmatamentos que precedem as ocupações urbanas”, frisou a ambientalista.
Já o presidente da Câmara, Paulo Madureira (PP), mostrou preocupação com a possibilidade de desapropriação da área, fato que os ambientalistas afirmam não haver necessidade. “Cabe ao prefeito fazer a lei de preservação de qualquer área. E, para preservar uma área dessa, é preciso ter dinheiro. Quem vai pagar a área?”, sugeriu Madureira.