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Proprietárias negam improdutividade da Fazenda Tropical, alvo de análise do Incra

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Paulistânia - O advogado de duas herdeiras da fazenda Tropical, em Paulistânia (48 quilômetros de Bauru), contestou que a propriedade rural seja improdutiva. Valdir Medeiros Maximino explica que na fazenda há criação de bois e plantação de milho. “Nós já fizemos a contestação no Instituto Nacional de Colonizaçãoe Reforma Agrária (Incra) e vamos contestar no Judiciário.”

O advogado diz que tem um laudo da Casa da Lavoura de Paulistânia, assinado por engenheiros agrônomos, que confirmam que a área é produtiva.

Outro fator que impede a desapropriação, segundo o advogado, é que a área está sob litígio. “A fazenda está sendo inventariada. Eu sou advogado da viúva que tem direito a 50% e de uma das filhas que tem 12,5%. A partilha ainda não foi julgada. Está no Tribunal.”

O fato da propriedade rural estar sendo inventariada e produtiva são suficientes, na opinião do advogado, para impedir a desapropriação. “São fatores que impedem.”

Porém, a divulgação da possibilidade de tornar a fazenda uma área para assentamento já traz problemas, informa o advogado das herdeiras. “No último sábado, a Polícia de Paulistânia recebeu a informação de que a fazenda seria invadida. Não foi, mas sabemos que a invasão faz parte da estratégia deles.”

O Incra estuda a possibilidade de utilizar o terreno para fins de reforma agrária. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a propriedade foi vistoriada, porém o laudo técnico não está concluído. O nome dos proprietários foi mantido em sigilo pelo Incra.

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