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Pai faz bebê refém por 6 horas

Folhapress
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São Paulo - A menina T.G.S., de um ano e dois meses, ficou refém do próprio pai, das 5h às 11h de ontem, em Ferraz de Vasconcelos (Grande SP). Ele queria chamar a atenção da polícia e da imprensa para denunciar uma suposta infidelidade de sua mulher, que teria, ainda, arquitetado um plano para matá-lo. Com a presença da imprensa, o vendedor Wagner Souza Silva, 42 anos, acabou se entregando. A criança não teve ferimentos e passa bem. “Nunca iria maltratar a minha filha. Queria que a imprensa viesse”, diz. Uma faca de cozinha foi apreendida, mas Silva diz não tê-la usado para ameaçar a menina.

Segundo a mulher do vendedor e mãe de T.G.S., Maria Solange Gomes Ferreira, 40 anos, ele estava transtornado. “Há três noites ele dizia que amantes meus iriam matá-lo. Eu nem conseguia dormir. Anteontem, quando cochilei, ele pegou a menina e correu para o banheiro.” Ela nega ter visto a faca nas mãos de Silva.

Traição nunca ocorreu nos cinco anos do casamento, diz Maria. “É mentira. A gente trabalha junto, vive junto. É coisa da cabeça dele.” Silva diz que o amante é um vizinho - sobre o qual não deu detalhes. “Hoje (ontem) ele virou a cara para mim, mas eu não devo nada”, diz o comerciante José Bento Ferreira, 58 anos, que mora ao lado do casal. Silva admite fumar “só um “baseado’ de manhã, outro à tarde”, mas, segundo familiares, é usuário de crack. “Ele tinha parado, mas voltou. Acho mais do que justa (a prisão dele)”, diz um de seus filhos, o ajudante-geral Felipe Jesus da Silva, 19 anos. O vendedor tem passagem por roubo e, agora, vai responder por cárcere privado.

“O vício em drogas pesadas é dado como doença mental”, diz o psiquiatra Guido Arturo Palomba, membro do comitê multidisciplinar de psiquiatria forense da Associação Paulista de Medicina (APM).

É o segundo caso de um crime cometido contra os próprios familiares em uma semana. Na última terça-feira, um homem de 41 anos matou a família com um martelo.

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