Bairros

Selo postal comemorativo dos zôos será lançado em Bauru

Da Redação
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A Sociedade de Zoológicos do Brasil (SBZ) e a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) lançam na próxima sexta-feira, em Bauru, o Selo Postal Comemorativo “Zoológicos do Brasil”. Por meio da série de selos especiais, o objetivo é divulgar a importância dos zoológicos para a manutenção das espécies, além de difundir a beleza dos animais que vivem nestes espaços de lazer, educação ambiental, conservacionismo e pesquisa.

O diretor do zoológico de Bauru, Luiz Antonio da Silva Pires, que faz parte da diretoria da Sociedade de Zoológicos do Brasil, explica que a emissão foi o resultado de um amplo processo de votação popular realizada pela ECT por meio da Internet (“Bote o Bicho no Selo”).

Os selos vão reproduzir os bichos mais votados dentre os que vivem nos zoológicos das diversas regiões geográficas brasileiras: a arara-vermelha-gigante (região Norte), o leão africano (região Nordeste), a girafa (região Centro-Oeste), o elefante africano (região Sudeste) e o tigre (região Sul), além do chimpanzé, escolhido dentre um dos grupos de animais propostos pela SZB.

A história das primeiras coleções de animais selvagens mantidos em cativeiro remonta a milênios antes de Cristo, a partir de empreendimentos de reis e imperadores do oriente (Índia, China e Japão). Mas um dos exemplos mais antigos de um verdadeiro zôo data de 2900 a 2200 a. C., no antigo Egito.

No Brasil, a história dos zoológicos tem início com o Museu Emílio Goeldi, em Belém do Pará, que anexo ao seu prédio inaugurou uma coleção de animais representativos da fauna amazônica e, em 1895, seu parque zoobotânico. A partir de 1960, zoológicos também nas cidades do Interior, geralmente ligados às prefeituras, o que resultou, aproximadamente, em 120 parques hoje em funcionamento, distribuídos pela maioria dos Estados brasileiros.

Em 1977, na cidade de Sorocaba, foi criada a Sociedade de Zoológicos do Brasil - que, a partir de então, buscou um novo conceito para os zôos brasileiros, trabalhando para que deixassem de ser meramente um local para exposição de animais ao público, e que passassem a ter como prioridade a pesquisa, a conservação das espécies, a educação ambiental e o lazer para a população.

Tradicionalmente definidos como uma coleção de animais silvestres mantidos vivos em cativeiro ou em semiliberdade e expostos à visitação pública, passados 30 anos da fundação da SZB, os zoológicos brasileiros atuam em muitas outras áreas. São responsáveis por uma série de programas que buscam a preservação de espécies da fauna selvagem brasileira, que estão em perigo no seu ambiente natural, como os micos-leões, o lobo-guará, a ararajuba, a arara-azul-grande e o jacaré-de-papo-amarelo, entre outros.

Segundo dados recentes, 20 milhões de pessoas visitam anualmente cerca de 60 mil animais mantidos nos zoológicos brasileiros, instituições que empregam grande número de trabalhadores e que, quase em sua totalidade, possuem programas de educação ambiental, tornando-se, portanto, centros brasileiros de difusão de idéias conservacionistas e de respeito ao meio ambiente.

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