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Oposição cumpre acordo, aprova indicações e cobra CPI e voto aberto

Folhapress
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Brasília - Os senadores da oposição cumpriram o acordo negociado na semana passada com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) e destrancaram a pauta de votações da Casa. Ontem, por exemplo, o plenário do Senado aprovou as indicações de de Luiz Antonio Pagot para a diretoria-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura em Transportes (DNIT) e de Paulo Lacerda para o comando da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Para fechar esse acordo, a oposição negociou com Jucá a instalação da CPI das ONGs - prevista para hoje -, além da votação do projeto de resolução que afasta da Mesa Diretora e da presidência de comissões os parlamentares que respondem a processos no Conselho de Ética.

O acordo também previa a votação do projeto de resolução que acaba com as sessões secretas no plenário da Casa nos processos de cassação. A oposição também vai insistir na tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com as votações secretas no Congresso. Antes desse acordo, o PSDB e o DEM conseguiram derrubar por dois dias seguidos a votação da indicação de Pagot com o esvaziamento do plenário do Senado.

Apesar de o acordo estar sendo cumprido, senadores do DEM e do PSDB ameaçam retomar a estratégia de obstrução das votações no Senado se a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e o plenário da Casa não colocarem em votação hoje o projeto de resolução que afasta da Mesa Diretora e da presidência de comissões os parlamentares que respondem a processos no Conselho de Ética.

Se o projeto for aprovado com as alterações propostas pelo relator Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE), a mudança passará a valer imediatamente após a sua publicação - o que obrigaria o senador Renan Calheiros a se afastar da presidência do Senado.

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