Tribuna do Leitor

A polêmica da vida


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Com uma decisão aparentemente bem pensada, o senhor ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio de Mello deu a liminar pela paralisação da gravidez em caso de anencefalia do feto. Caráter humanitário que, por alguns olhares, pode ser duvidoso, pois ainda existem crédulos na esperança de vida desses que já no útero da mãe apresentam essa anomalia.

Acriana anencefálica tem uma má formação embrionária, decorrendo na ausência de uma parte da massa craniana, especificamente os hemisférios e o cerebelo. Sem a formação dessa parte do sistema nervoso, não é possível desenvolver as funções básicas do ser humano, como ver, ouvir e tantas outras comandadas pelo cérebro. Assim, comprovando-se a baixa perspectiva de vida dessa criança.

Por todos esses fatos, o ministro deixou para a mãe e a família que sofrem essa dor tomar a decisão de levar ou não adiante a gravidez.

É um grande bloqueio emocional e psicológico para quem sofre esse problema, e principalmente para a mãe que traz no ventre uma filho que era para ser saudável e trazendo felicidades a uma família, mas no fundo essa mãe sabe que dentro de si existe uma criança com uma vida provavelmente curta.

Com tudo isso, às vezes pensamos que o melhor a ser feito é antecipar aquilo que vai acontecer e amenizar uma dor que só quem vive sabe como é. Por outro lado, sabemos que todos são portadores do direito à vida, se existe fecundação e se há um coração batendo é um ser humano.

Portanto, vai da família querer ou não o parto forçado, pois é da opinião de cada um, alguns sentem-se como assassinos pela interrupção de uma gravidez, causando danos ainda piores que levar a gravidez em diante.

E uma grande polêmica a ser discutida, decisão a ser tomada com muito cuidado. Sempre haverá seus prós e contras, mas cada um tem seu livre arbítrio para fazer o que acha certo e o que sua consciência manda.

Marilia Silveira Cardoso - estudante - RG 47.530.737-3

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