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Cirurgia no HB é desmarcada duas vezes por falta de material

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Por duas vezes, o comerciante Antonio Marques dos Santos Júnior teve a cirurgia na mão esquerda adiada no Hospital de Base (HB) de Bauru, nos dias 28 de setembro e 5 de outubro. Ele sofreu um acidente de moto em maio e, desde então, sente dores. Já com a roupa para cirurgia, na ante-sala do centro cirúrgico, ele recebeu a notícia de que faltava material para o procedimento.

O paciente, que sofre de diabetes, precisou ficar sem tomar insulina nesses dois dias, porque iria realizar a cirurgia. “Fiquei indignado porque só fui avisado na última hora que não seria operado. Na segunda vez, minha pressão subiu porque fiquei nervoso”, relata o comerciante.

Ele conta que neste dia até tomou um medicamento pré-anestésico. “Fui internado às 10h e, às 14h, a enfermeira me deu o remédio. Fiquei sonolento e dormi. Quando acordei, foi uma surpresa saber que não havia sido operado”, conta.

Logo que sofreu o acidente, Antonio ficou com a mão engessada por 30 dias. Quando retornou ao médico, foi informado de que deveria ficar com o gesso por mais 15 dias. Depois, fez um novo raio- x e o médico constatou que o osso continuava trincado. “Juntei toda a documentação necessária e entreguei no hospital”, relata.

Agora, ele quer ajuda de um advogado para resolver o caso. “Uma funcionária do hospital me orientou a procurar a Ouvidoria, mas acho que não vai resolver nada. Vou mesmo é procurar um advogado”, fala.

O superintendente da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), Reinaldo Rocha, responsável pela administração do Hospital de Base, Hospital Manoel de Abreu e Maternidade Santa Isabel, confirmou que o paciente foi internado por duas vezes e que a cirurgia não foi realizada.

Ele afirma que é um caso isolado e que, atualmente, não falta material para realização de cirurgia, mesmo as eletivas - casos em que não há urgência.

Rocha conta que o motivo do paciente ainda não ter sido operado é porque o material que ele precisa na cirurgia foi usado, mas não foi reposto - uma empresa terceirizada fornece o produto. “Nos dia anterior à cirurgia, houve acidente de trânsito e o material foi usado, mas não solicitado outro”, explica. Ele admite que isso aconteceu por duas vezes. “Foi uma infeliz coincidência”, admitiu.

Segundo Rocha, o paciente será operado em breve. “Oriento-o a me procurar no hospital (de Base) para marcarmos uma nova data para a cirurgia”, disse.

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