Apesar de negarem, o desgaste pelo mau desempenho do Noroeste no segundo semestre de 2007 mexeu com o brio até da alta cúpula do clube. Acompanhando o Noroeste à distância desde o início do mês passado, o diretor de futebol, Fábio Ribeiro, o Fabinho, revelou ao Jornal da Cidade que permanece à distância mas se mantém colaborando com o Noroeste. Em seu ausência Joice Queiroz, que até setembro era o dirigente responsável pelas categorias de base do Noroeste, responde pela diretoria de futebol do clube.
Outro que está de saída é o superintendente de futebol do Noroeste, Adriano Coelho, que vai dirigir o Ceilândia. Os afastamentos dos dirigentes coincidem com o momento de especulação sobre uma possível parceria do Noroeste com uma empresa administradora de clubes de futebol.
Segundo Fernando Garcia, filho de Damião Garcia e um dos mandatários do Noroeste, a parceria ainda não foi concretizada. O dirigente evitou se aprofundar sobre o assunto. Quanto à saída de Adriano Coelho, Fernando revelou que por enquanto não haverá um substituto. Ele garantiu que não há relação entre o afastamento da dupla e a possível parceria com a administradora.
“Não há novidade nenhuma sobre a parceria, não tenho nada para falar sobre esse assunto. O Fabinho vai continuar nos ajudando como pode. E, sobre a saída de Adriano Coelho, eu fiquei sabendo hoje (ontem), por enquanto não haverá um substituto”, afirmou Fernando Garcia.
Adriano Coelho recebeu um convite para dirigir o Ceilândia, time em que trabalhou em 2005, antes de vir para o Noroeste no final deste ano à convite de Celso Zinsly, então diretor de futebol do clube. “Recebi um convite para ser diretor no Ceilândia e aceitei, pois será uma realização profissional. Eu já trabalhei lá, mas tinha o sonho de trabalhar em um Campeonato Paulista e realizei aqui no Noroeste. Agora tenho um planejamento e assinei contrato de três anos com o clube.”
Adriano lembrou do apoio recebido por funcionários noroestinos e afirmou ser grato a Celso Zinsly, Fabinho e Damião Garcia durante sua passagem por Bauru, mas não escondeu a insatisfação que passou nos últimos meses no Noroeste. “Vou para o Ceilândia, principalmente porque poderei dar uma maior tranqüilidade financeira para minha família. Não quero entrar em detalhes, mas nos últimos três meses estive insatisfeito no Noroeste. Acho que a montagem dos dois times no segundo semestre foi frustrante”, revelou Adriano.
Quando Adriano Coelho dirigia o Ceilândia, em 2005, o time do Distrito Federal alcançou o vice-campeonato estadual sob o comando de Paulo Comelli. “Já tenho toda uma programação de trabalho lá no Ceilândia e vou tentar levar dois jogadores que não serão utilizados pelo Noroeste para atuar emprestado lá.”