O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) divulgou ontem um estudo sobre denúncias e processos instaurados contra médicos desde o ano 2000 até junho deste ano. Na região abrangida pela delegacia regional do órgão em Bauru, 222 profissionais foram denunciados pela população, 30 foram processados e 13 foram penalizados por irregularidades cometidas, de um total de 1.141 médicos.
Entre as principais conclusões do levantamento consta que, em sete anos, o número de médicos denunciados no Cremesp aumentou 75% e o número de processos em andamento cresceu 120%. Além disso, 35% das denúncias e 43% dos processos contra médicos estão relacionados a suposta má prática profissional (negligência, imperícia ou imprudência do médico).
Entre as especialidades médicas, a de cirurgia plástica possui a maior quantidade de processos. Em seguida vêm urologia, cirurgia de trauma e neurocirurgia. Os médicos do sexo masculino são duas vezes mais processados do que as mulheres.
Entre os 2.922 médicos julgados pelo órgão entre 2000 e 2006, 43% foram considerados culpados. Em sete anos, o Cremesp cassou o exercício profissional de 22 profissionais da medicina e suspendeu por 30 dias a atuação de outros 81.
A pena mais aplicada após o julgamento, atribuída a 436 médicos, foi a censura pública em publicação oficial - divulgada em jornal da grande circulação (o site do Cremesp não revela o nome), no Diário Oficial do Estado e no Jornal do Cremesp, o que corresponde a 34,88% dos médicos penalizados.