A melhora nas condições físicas do serviço de coleta de lixo domiciliar em Bauru está estacionada no pátio do almoxarifado da Prefeitura, no Jardim Redentor, à espera de solução para cinco dos seis caminhões novos adquiridos neste semestre. Apenas um dos veículos foi entregue com todos os componentes em ordem. A administração investiu mais de R$ 1,1 milhão na compra dos veículos, que serão repassados para uso da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb).
A administração encontra dificuldades em solucionar alguns dos problemas encontrados com o fornecedor que venceu a licitação, uma concessionária gaúcha. Três dos novos caminhões compactadores e coletores de lixo foram entregues no mês passado. Mas eles já chegaram sem giroflex e um deles apresenta amassado na área próxima do estribo.
Mas, enquanto a administração passou a tentar, através de seu departamento jurídico, a buscar a solução dos problemas detectados, a empresa gerou uma nova surpresa desagradável. Anteontem, outros três veículos foram desembarcados no almoxarifado, sendo que apenas um em condições de acordo com o estabelecido no edital. Um dos caminhões não conta com dispositivo de prensa do lixo, no compartimento de carga, e outro teria sido entregue sem nota fiscal.
A administração municipal argumenta, através da assessoria de imprensa, que está agindo para solucionar o problema: “A Prefeitura Municipal de Bauru informa que realizou somente o recebimento provisório dos caminhões de lixo adquiridos junto à empresa em razão de cinco desses veículos não estarem totalmente adequados às especificações do edital de licitação”.
A Prefeitura cita que está notificando a empresa para que faça as adequações necessárias sob pena de aplicação das medidas cabíveis em caso de descumprimento de contrato. A administração decidiu não efetuar pagamento à empresa enquanto o contrato não for cumprido na íntegra.
A compra dos novos caminhões foi a solução encontrada pelo atual governo para minimizar a crise no setor de coleta de lixo, provocada pelo sucateamento da frota ao longo dos últimos anos. Com a Emdurb sem capacidade de investir, o governo central decidiu realizar a compra de seis caminhões, transferindo-os à Emdurb em seguida.