Economia & Negócios

Bauru economizará 46 dias de energia com horário de verão

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 3 min

O horário de verão, que começa na madrugada deste domingo, deve representar em Bauru uma economia de energia suficiente para abastecer a cidade por um período de 46 dias. A estimativa é da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), mas só será concretizada se o consumidor colaborar.

Com a maior quantidade de tempo de luz natural ao longo do dia, já que para o período a população deverá adiantar os relógios em uma hora à meia-noite deste sábado, a tendência é de que o consumo de energia diminua naturalmente, inclusive nas residências. No entanto, é preciso ter muita atenção quanto ao uso de alguns aparelhos, que são considerados os grandes vilões das contas de luz principalmente nesta época do ano.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o chuveiro é o equipamento doméstico apontado por especialistas como o grande consumidor de energia no verão. “Temos de lembrar que se trata de um período do ano em que as pessoas tomam banho mais vezes, o que não acontece no inverno. Além disso, são poucos os usuários que costumam ativar o módulo de água fria”, comenta o economista Geraldo Pineli.

“Em média, o chuveiro corresponde a 40% do consumo de energia de uma casa na época de calor. É muito comum as famílias dobrarem o número de banhos diários”, acrescenta o eletricista Bruno Henrique Batista.

O consumidor que não consegue abrir mão dos banhos extras no verão precisa compensar o gasto reduzindo o uso de outros aparelhos, orienta o eletricista. “É recomendável, por exemplo, poupar o uso do microondas e outros aquecedores que funcionam na tomada. Outra dica importante é abrir a geladeira com menos freqüência, já que esse hábito faz com que ela gaste mais energia”, completa Batista.

Outra recomendação considerada importante pelo eletricista é a substituição de lâmpadas incandescentes pelas compactas fluorescentes. “As incandescentes, que são as mais usadas pelas pessoas, consomem mais energia porque têm potência maior. Já as fluorescentes são menos potentes, por isso mais econômicas, e oferecem mais luminosidade. Compensa em todos os aspectos”, destaca o eletricista.

Água fria

A auxiliar-administrativa Natália Giacomini, 24 anos, diz que a freqüência de banhos em sua casa, onde moram apenas ela e o marido, aumenta com a chegada do verão. Para evitar que o custo da conta de energia cresça na mesma proporção, o casal procura sempre acionar o dispositivo de água fria do chuveiro. “Na verdade, unimos o útil ao agradável. A água fria refresca mais e deixa a conta mais barata”, completa.

Mesmo adotando essa prática, Giacomini ressalta que a conta sempre fica mais cara no período do calor. “Não dá para abrir mão do ventilador. Mesmo mantendo as luzes apagadas e optando por lâmpadas mais econômicas, o consumo aumenta e, conseqüentemente, o valor da fatura. Em média, sentimos um crescimento de 5%”, calcula a auxiliar.

Segundo o economista Geraldo Pineli, o verão é um período em que as pessoas, naturalmente, gastam mais energia. Para controlar os gastos, ele sugere controlar inclusive o tempo que se fica embaixo do chuveiro e até mesmo adquirir um aquecedor solar.

“Apesar de ainda ser um equipamento muito caro, o custo-benefício dele é muito grande e, por isso, compensa. Quem não tem condição de comprar um, o jeito é compensar o consumo extra com o chuveiro em outros aparelhos”, ensina Pineli.

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Até fevereiro

O horário brasileiro de verão entra em vigor neste domingo e só termina no dia 16 de fevereiro do ano que vem. Portanto, à meia-noite de sábado os relógios devem ser adiantados em uma hora. O objetivo da mudança é aproveitar melhor a luz solar nos horários de pico, das 17h às 20h, para diminuir os riscos de falta de energia elétrica nesses horários.

Essa medida é adotada no Brasil desde 1931, chegando à sua 34.ª edição neste ano. O horário vai vigorar nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País, além do Distrito Federal, incluindo os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

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