Oslo - O alemão Gerhard Ertl ganhou o Prêmio Nobel de Química ontem, dia em que completou 71 anos, em reconhecimento a um trabalho que contribuiu para a redução da poluição de automóveis e o estudo do buraco na camada de ozônio.
Imagine estar trabalhando no seu escritório na manhã do seu aniversário e receber uma ligação da Suécia dizendo que você acaba de ganhar US$ 1,5 milhão e a maior honraria que um cientista pode receber.
Ertl levou o prêmio “por seus estudos sobre os processos químicos em superfícies sólidas”, segundo a Real Academia de Ciências da Suécia. Ele lançou as bases de um novo campo de pesquisa - a química de superfícies -, que é a chave para entender processos tão distintos quanto a ferrugem e a produção de fertilizantes artificiais. Compreender essas reações é fundamental, por exemplo, para aumentar a eficiência dos catalisadores de carros, que têm tornado o ar mais limpo em cidades do mundo inteiro.