Tribuna do Leitor

O Noroeste azul ou verde amarelo? Em Ribeirão ou em Jaú?


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Nos últimos dias a expectativa é grande sobre o futuro do Noroeste e muito se tem falado sobre se o seu benemérito Damião continua ou não, se os empresários de nossa cidade se agregam ou não e se um grupo dos chamados empresários do futebol investem no time. Mas pouco tem sido falado do que mais importa se o torcedor e a sociedade bauruense como um todo quer ou não ter um time que represente a nossa cidade ou se ele quer mesmo é torcer para Corinthians, Palmeiras, São Paulo ou Santos e pouco se importa com o time local, talvez prefira torcer para o Marília na primeira divisão do nacional .

Torço para que o sr. Damião continue, mas posso, a bem da verdade, entender se ele resolver deixar de sozinho bancar o time, seja por problemas de saúde, familiares ou até financeiros. Se ele parar hoje, já é, sem dúvida, o maior benemérito do esporte bauruense de todos os tempos e dificilmente será superado.

Agora, o que há de se questionar é se a cidade quer por exemplo um time de aluguel bancado por um Juan Figer, por exemplo, que pouco se importaria se por uma simples questão de marketing a camisa do time possa ser mudada do tradicional vermelinho para por exemplo o azul dos rivais BAC e Marília ou até mesmo para o verde amarelo e mudar a sua sede para Jaú ou São José do Rio Preto ou ainda Ribeirão, sem representantes na série A.

Quanto às “forças vivas” ou “mortas” da cidade, a impressão que fica é de que fora uns poucos abnegados, como Érico Braga, ou ainda aqueles que a trancos e barrancos dirigiram o Noroeste, como Medina, Amantini e Cameschi, no entanto, a maioria só se envolve com o Noroeste quando existe uma necessidade de projeção política, social ou de ego pessoal e isto é incompatível como por exemplo a estrela maior que hoje é a do senhor Damião, ou seja, qualquer outra estrela menor não vai brilhar neste cenário. Daí ninguém se aproxima, pois isto não vai trazer os mesquinhos dividendos esperados.

Está na hora, por exemplo, do sr. prefeito Tuga, independente de gostar de futebol ou de peteca, e mesmo sem ter orçamento, poderia liderar ou delegar ao seu excelente articulador na área empresarial Walace Sampaio a adesão das empresas ao Noroeste, sugerindo um investimento mínimo cada uma 5% do seu orçamento de publicidade, e ainda com o destaque de toda mídia e incentivo a esta adesão, de empresas que cresceram em Bauru, como Confiança, Ájax, Gocil, Tilibra, Grupo Obeid, Grupo Pascoalloto, Prata, Aielo Empreendimentos, Shayeb, USC, Residec, Preve, Liceu, Barracão, Panelão, Sukest, Plasutil, ITE, Bauruense, Tanger, Provence, Roth, Pires, Baurular, Unimed, Beneplan e muitas outras da região - Grupo Lorenzetti, Lwart, Ambev, Duratex e outras não originárias da cidade, mas que faturam alto em Bauru, como Casas Bahia, Bradesco, Itaú, Nossa Caixa, Coca Cola e entidades como CDL, ACIB, Sinduscom, Assenag, APM, OAB, Bauru Convention Bureau e até bauruenses ilustres como por exemplo Ozires Silva, Alcides Franciscato, dr. Damásio e a indispensável continuidade do sr. Damião, e, de quebra, todos os políticos, desde o deputado Tobias aos candidatos (ou quase) Clemente, Borges, Carlão, Dudu, Tidei, Caio Coube, Garmes, Agostinho, Braga, Natan, Estela, Majô, até porque não considero possível que um candidato a prefeito não esteja envolvido com o maior representante de Bauru na mídia, até porque acredito que político que não tem o Noroeste como bandeira também não tem Bauru e espero que todos os bauruenses se lembrem disto na hora de votar.

Aí sim teríamos um noroeste que vale a pena não só com a montagem de um grande time, mas legítimo representante da cidade de Bauru. Com condições de chegar às finais do Paulistão, da Copa do Brasil e ainda passar para série B do Brasileirão e em pouco tempo chegar à série A, dando um exemplo da capacidade de mobilização de seu povo, que seria lembrado por todos. Fora a melhora da autoestima do bauruense, tão carente nestes últimos anos.

Márcio M. Carvalho

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