Difícil é escolher o melhor destino no Chile. Tudo é tão perfeito, tão especial, tão voltado para os turistas que é impossível enumerar suas belezas. Seria incorrer em erros seríssimos já que não há como dizer que a Patagônia é mais bonita do que o Atacama ou que os vulcões exercem maior fascínio do que a região dos lagos.
Para não cometer deslizes o melhor é dizer que são diferentes. Diferentes em paisagem, diferentes em modos e costumes, diferentes em receptivos, em hospedagens, em excursões programadas.
Santiago, a bela Capital chilena, é, sempre, o ponto de partida para se desbravar esse lugar especial. A cidade, emoldurada por duas cordilheiras, encanta antes mesmo do avião aterrissar por conta da imponência dos Andes.
De lá é só seguir para o Norte ou para o Sul. Vamos começar nosso roteiro por um dos lugares que mais impressionam pelo clima seco, árido, onde o que mais surpreende é a existência de vida: o Deserto de Atacama.
Até algum tempo, havia muito pouca estrutura a favor dos viajantes. Ou se ficava em pousadas muito, muito rústicas, ou no único hotel premiado das redondezas.
Agora, com a inauguração de um novo empreendimento, o Awasi, os turistas passaram a contar com mais um ponto de apoio. Mordomia em meio a uma natureza que emociona por conta da variedade de cenários surpreendentes.
O Atacama difere de qualquer outro deserto, ou seja, quem pensa que só vai encontrar monótonas dunas de areia, um vento danado e quem sabe lá no poente um xeique e um camelo, se enganará. É um deserto com vida. Coisa raríssima em ambiente seco e hostil. A existência é explicada pela presença da bacia de um de seus rios que forma um oásis na cidade-chave para quem quer desbravar seus encantos: San Pedro de Atacama, “testemunho silencioso de rigorosos castigos do tempo e de um passado de culturas antigas”, detalha o fotógrafo Flávio Machado, que já esteve várias vezes na região.
Um lugar mágico, único, que reúne, além das dunas de areias, vulcões, reservas minerais, géiseres, rios, fontes termais e estranhas esculturas na crosta terrestre que afloram à sua frente como que num passe de mágica.
Milhares de anos em transformações geológicas deram origem à sua paisagem embaixo de um intenso céu turquesa, que servem de habitat para espécies únicas de flora e fauna.
Um roteiro para poucos e bravos viajantes, que depois de longas caminhadas entre paredões com brilho mineral na chamada Cordilheira do Sal, de adentrar no Vale da Lua – um lugar que se assemelha à superfície lunar com esculturas talhadas com a erosão causada pelo vento e pela água ou ficar boquiaberto com os jatos de água fervente que brotam dos Géiseres del Tatio -, querem uma cama gostosa e aconchegante para descansar. De preferência num hotel cinco estrelas, que assim como o deserto inimaginável existe.
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Hotelaria singular
O Hotel Awasi está instalado dentro do povoado de San Pedro de Atacama, a poucas quadras da praça da antiga igreja e do museu, permitindo que seus hóspedes visitem com toda a comodidade a comunidade, interagindo com seu povo.
O empreendimento foi construído para proporcionar intimidade e conforto a seus visitantes, respeitando seu entorno natural, o meio ambiente, a cultura e o estilo de construção local. Todos elementos básicos da construção foram os mesmos utilizados no Atacama há milhares de anos: o adobe, o barro, a pedra, a palha os tipos de madeiras típicas da região, como o chañar, o arrayán e o tamarugo.
Para assegurar o conforto e a intimidade dos hóspedes, possui somente oito cabanas com amplos espaços, pátio privativo, sala de leitura e solarium e mordomia de lençóis de algodão puro e mantas de alpaca.