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Aos 85 anos, morre em Sao Paulo Paulo Autran

Folhapress
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O ator carioca Paulo Autran, 85, morreu ontem à tarde, no hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Autran foi internado na última quinta-feira, em estado grave. Ele sofria de câncer no pulmão, diagnosticado em junho, quando interrompeu a temporada de “O Avarento’’, a 90.ª produção em 58 anos de carreira profissional.

Nascido no Rio de Janeiro e formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (Universidade de São Paulo) em 1945, Paulo Autran chegou a abrir um escritório antes de assumir a carreira artística.

Ele estreou em um palco (ainda amador) em 1947. Na TV, seu último trabalho foi na minissérie “Hilda Furacão” (1998), da Globo. Entre seus trabalhos nesse veículo se destacam “Pai Herói” (1979), “Guerra dos Sexos” (1983), “Sassaricando” (1987) e “Brasileiras e Brasileiros” (1990).

Já no cinema esteve recentemente em “A Máquina” (2005) e “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” (2006). É no Teatro que Autran possui seu currículo mais extenso.

Alguns sucessos do ator nos palcos foram “Otelo”, “Antígone”, “My Fair Lady”, “Liberdade, Liberdade”, “A Morte do Caixeiro Viajante”, “Visitando o Sr. Green” e “Adivinhe quem Vem para Rezar”. “O Avarento” foi sua 90.ª montagem teatral. A peça foi traduzida e adaptada por Felipe Hirsch.

Em sabatina realizada pela Folha de S. Paulo, em novembro de 2005, Autran lembrou momentos insólitos de sua trajetória, como quando cuspiu em Paulo Francis (1930-1997), então crítico de teatro, em defesa da amiga Tônia Carrero. “Juntei bastante cuspe e cuspi com prazer”, recorda ele. Em outra oportunidade, tentou dar um soco no crítico pelo mesmo motivo, mas não foi muito bem-sucedido. “Nunca havia dado um soco em ninguém. É difícil, sabe? O corpo se contrai, o braço fica sem força” revelou, bem-humorado.

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