Polícia

Apreendidos 10.718 CDs e DVDs

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil, através do seu setor de inteligência, desbaratou ontem uma “fábrica” de CDs e DVDs pirateados na periferia de Bauru. Na casa do núcleo habitacional Nobuji Nagasawa (Bauru 2000) foram apreendidos 10.718 mídias, sete impressoras e quatro baias de computador equipadas com nove gravadores cada uma. Se considerarmos que o tempo médio para gravação é de cinco minutos, caso as máquinas trabalhassem sem parar durante o período comercial de oito horas, a cada dia poderiam produzir 3.456 CDs, jogos de videogame, programas de computador ou filmes não originais para o mercado paralelo.

A apreensão do material, bem como o trabalho de investigação, foi executado pela equipe do 3º Distrito Policial (DP). Após constatar que um ambulante do Centro da cidade fornecia material pirateado, a equipe responsável pelo caso requereu mandado de busca e apreensão e esperou o momento certo para dar o flagrante. Isso aconteceu ontem pela manhã porque existiam informações de que o suspeito teria acabado de chegar de São Paulo com grande carregamento de mídias para a reprodução.

Ao entrarem na casa situada na quadra 2 da rua Andrey Stefano Cavagna, os policiais constataram a veracidade das informações. Dentro do imóvel estavam as impressoras e os computadores, bem como quatro sacolas plásticas lotadas de saquinhos para embalagem, 2.918 CDs e DVDs gravados e 7.800 mídias virgens acondicionadas em caixas ainda lacradas.

Entre os produtos pirateados, destacaram-se 63 cópias do filme que há poucos dias estreou no cinema e vem causando grande repercussão, o Tropa de Elite. Para o delegado assistente do 3º DP, Dinair José da Silva, as cópias haviam sido encomendadas por terceiros. “Provavelmente ele deve ter adquirido a cópia do filme em São Paulo e estava fazendo um lote para a distribuição na cidade”, afirma.

Na operação Roberto Carlos Gazieri, de 41 anos, e Aline Graziela de Almeida, de 25 anos, foram encaminhados à delegacia. Gazieri seria proprietário de uma barraca nas proximidades da rua 13 de Maio, no Centro da cidade. Ele também já colecionava passagens anteriores pela polícia em virtude da mesmo crime: violação de direitos autorais.

Após depoimento, eles foram liberados. Segundo Dinair, ambos responderão ao processo em liberdade porque a constatação do crime só ocorre após a divulgação de laudo oficial do setor de perícia da polícia, que indicará se os produtos são mesmo pirateados. “Após isso será instaurado inquérito. Ao final de todo o processo, eles podem pegar até quatro anos de reclusão”, destaca o delegado.

A ação do 3º DP é considerada de destaque pelos próprios policiais, pois raramente as investigações sobre pirataria descobrem fornecedores do produto pirateados. “Não vamos parar de atuar neste mesmo sentido. Temos outros suspeitos sendo investigados. Queremos chegar até os verdadeiros fornecedores”, finaliza Dinair.

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