Dois Córregos - O Instituto Médico Legal (IML) de Jaú já colheu a amostra de sangue da mãe do ajudante de serviços gerais Daniel Amaro Silva, 24 anos, para o exame de DNA. O resultado do exame vai ajudar a polícia a determinar se os restos de pele humana encontrados em uma moenda de cana-de-açúcar da Usina Dois Córregos (73 quilômetros de Bauru) são mesmo do ajudante. Suspeita-se de que ele tenha morrido ao cair na máquina enquanto trabalhava.
A mãe do rapaz veio de Pernambuco, na última segunda-feira, a pedido da polícia. A amostra de sangue foi encaminhada a São Paulo, ao Centro de Exames, Análises e Pesquisas (Ceap), do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil. Os resultados serão comparados com os restos de pele humana encontrados na moenda, provavelmente pertencentes ao ajudante geral já que ele teria sido visto pela última vez (por um colega) quando trabalhava com a máquina.
“Agora, eu vou aguardar o resultado do DNA. Eu estou ouvindo as pessoas, mas dependo desta análise”, comenta o delegado de polícia de Dois Córregos, José Carlos Freitas de Cara. De acordo com o delegado, o resultado do exame normalmente demora cerca de 90 a 120 dias para ficar pronto. Mas, segundo ele, é provável que seja dada prioridade para este exame.
A mãe do rapaz deve permanecer no município por cerca de 15 dias. “Porque, às vezes, ela (a amostra) chega lá e eles pedem uma outra. Eu pedi para ela aguardar aqui uns 15 dias, porque qualquer coisa a perita liga e nós fazemos uma nova coleta”, ressalta Cara.
Enquanto o exame não fica pronto, o delegado agenda oitivas para ouvir algumas pessoas dentro do inquérito policial que investiga o caso.