Paris - O palácio do Eliseu confirmou ontem a separação do presidente francês, Nicolas Sarkozy, e sua mulher Cecilia, encerrando as especulações em torno do fim da união de 11 anos.
“Cecilia e Nicolas Sarkozy anunciaram sua separação por um acordo mútuo. Eles não irão tecer nenhum comentário”, diz o comunicado divulgado pela Presidência.
Nesta semana, a mídia francesa havia noticiado que o casal teria procurado secretamente um juiz na última segunda-feira para cuidar do processo de separação.
É a primeira vez na história da França moderna que um presidente em exercício se separa de sua mulher.
Cecilia desempenhou um papel crucial na carreira política de Sarkozy, servindo como conselheira quando ele foi ministro do Interior e das Finanças.
Sarkozy se orgulhava do relacionamento, dizendo que a mulher era a única “parte inegociável” de sua carreira. No entanto, havia sinais públicos de que o casamento já não ia bem. Cecilia não participou da campanha presidencial do marido neste ano, não votou no segundo turno, e apareceu ao seu lado em apenas três ocasiões desde sua vitória, em maio último - a mais recente em julho. Em 2005, os dois chegaram a se separar, mas retomaram a união no começo de 2006, e Sarkozy afirmou que esperava que continuassem juntos “para sempre”.
O casal se conheceu em 1984, quando Sarkozy - que na época era prefeito - terminou seu primeiro casamento com uma famosa apresentadora de TV. Ele se apaixonou por Cecilia - uma ex-modelo - que na época também era casada e tinha dois filhos.
Cinco anos mais tarde, ela deixou o marido por Sarkozy, que já havia se casado outra vez. Após ambos se separarem, casaram-se em 1996, e tiveram um filho.