Paris - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, enfrentou ontem a primeira grande greve de seu governo.
A paralisação de 24 horas dos trabalhadores do sistema de transporte mudou a rotina dos franceses e põe em teste a capacidade de Sarkozy de conseguir avançar a reforma do regime especial de aposentadoria, que beneficia 1,6 milhão de funcionários públicos.
Os funcionários da SNCF (companhia de trens), da RATP (companhia de transportes urbanos), da EDF (eletricidade), e da GDF (gás), entre outros, estão submetidos a sistema vantajoso em relação à aposentadoria dos demais funcionários públicos.
Sarkozy, antes de assumir o cargo, já insistira na necessidade de acabar com as aposentadorias especiais.
A resposta dos sindicatos às mudanças propostas é um sonoro “não”.
A greve do setor de transportes também ecoou em outros setores. Algumas escolas públicas não abriram e museus parisienses, como o Musée d'Orsay e o Palácio de Versalhes, seguiram o exemplo. Houve ainda uma paralisação parcial dos empregados dos Correios e de algumas empresas públicas de comunicação, como as rádios RFI e France Info. Segundo a polícia, 150 mil manifestantes protestaram nas ruas das principais cidades.