Li a excelente material veiculada pelo JC em 13/10 sobre o famoso viaduto inacabado que foi iniciado por Tidei, agravado por Izzo, e não resolvido por Nilson e até por Tuga, e que são necessários 74 milhões para terminá-lo. Passei então a um simples exercício de matemática considerando não só o orçamento de Bauru, mas principalmente a verba disponível para investimento e cheguei à conclusão que seriam necessários mais de quatro anos investindo todo dinheiro disponível apenas nesta obra o que torna praticamente impossível terminá-la, pois mesmo que existisse a decisão política de um prefeito para isto, a população se ficaria sem investimento em creches, centros de saúde, escolas, asfalto, galerias e outras obras emergenciais.
O que confirma o “elefante branco” que representa esta obra, chamando a atenção sobre o contrato com as empreiteiras e que obriga o pagamento de pesadas multas na descontinuidade, e demonstra a falta de planejamento com que foram estas obras contratadas nos governos Tidei e Izzo, gerando a dívida do financiamento e sem a obtenção de nenhum benefício e nos sucessores a incapacidade de negociar e solucionar o problema, que se arrasta até aqui exigindo agora um enorme sacrifício de toda a sociedade bauruense. Coincidentemente também assisti na TV Preve entrevista do sr. Tidei de Lima, onde ele falava que seria simples a busca recursos de fora do estado e União, recursos estes que mesmo sendo do mesmo partido do governador e muitas vezes deputado federal ele não obteve. Também assistimos à expectativa da volta do sr. Izzo filho à cena política.
É interessante observar que toda vez que se menciona este caso nesta coluna, sempre um dos assessores informais do ex-prefeito Tidei escreve em seguida pra contestar falando sobre o fato de que pesquisa de opinião demonstrou a alta popularidade do mesmo no final do mandato, esquecendo que na pesquisa que vale, ou seja as eleições, por três vezes seguidas demonstrou-se a rejeição ao ex-prefeito, sabidamente devido a este episódio.
Espero que desta vez, ao invez de apenas contestar, os ex-prefeitos Tidei e Izzo possam se explicar com detalhes, em relação ao episódio, respondendo como se a obra era para diversos mandatos, porque eles contrataram estabelecendo multas pesadas e ainda demonstrar seus carismas e grandiosidade de outrora, assumindo o erro evidente, sem desculpas e principalmente um papel ativo no concerto desta situação, acredito que seja isto que a população espera deles.
Neste quadro se insere o PBPL (Partido de Bauru em Primeiro Lugar), que possa viabilizar uma inimaginável aliança entre o PT e o PSDB em nossa cidade, visando a obtenção de recursos do Estado e da União ou entre partidos da base de sustentação dos governos estaduais e federais como PDT/PTB/PMDB/PFL/PR/PV/PcdoB/PSB, onde os políticos priorizem a situação da cidade, desprezando os acordos federais e estaduais e também seus interesses meramente eleitorais unindo Tobias, Tuga, Tidei, Izzo, Coube, Garmes, Estela, Herrmann, Carlão, Clemente, Majô e quantos mais quiserem colaborar e garantam de seus partidos o apoio na solução deste imbróglio tão complicado que Bauru foi colocada pela falta de consciência continuada, de nossa classe política.
Temos mais uma eleição no ano que vem e eu e sei que também toda população esclarecida de nossa cidade necessitamos para votar de que o candidato apresente um plano viável sobre este que é o maior problema de nossa cidade, em toda sua história e compromete, se não forem tomadas medidas corajosas, todo seu futuro.
Márcio M. Carvalho