A escolha de cores fortes para casas e comércios tem dado a tônica das mudanças nas fachadas de Bauru. No entanto, a designer de interiores e especialista em cores Giselle Paulucci afirma que o ideal é fazer uma mescla entre cores vivas e cores neutras, para dar um equilíbrio ao ambiente, ainda que a pintura seja externa.
Ela explica que em casos de estabelecimentos comerciais, a escolha por cores vibrantes tem o propósito de chamar a atenção para o comércio e atrair clientes. “Algumas cores aguçam a vontade das pessoas, por isso esses estabelecimentos apostam em tons mais vivos”, destaca.
Já no caso de residências, Giselle explica que a pessoa vai tentar retratar sua personalidade, ainda que não tenha consciência disso. A tendência por cores fortes aponta um ritmo de vida mais acelerado, enquanto as cores neutras revelam um padrão mais tranqüilo. “A cor é a primeira sensação que o cérebro registra”, afirma.
Ou seja, em casas de cores mais vivas, se a pessoa tiver um ritmo agitado, quando chegar em casa não vai conseguir desacelerar, porque as cores vão influenciar diretamente o cérebro, e manter o ritmo. Caso as cores sejam mais equilibradas, a situação muda. Como a parte externa da casa é a primeira coisa que o morador tem contato quando chega, é importante o equilíbrio.
Para a designer, o ideal é fazer o contraste, usando cores neutras e vibrantes no mesmo ambiente, para que não haja sensações de aceleração ou desaceleração, mas um equilíbrio constante. “Eu sempre aconselho a não abusarem das cores vivas, para encontrar o ponto de equilíbrio ideal”, comenta.