Internacional

Eleição nos EUA: gasto recorde com TV

Por Denise Godoy | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Nova York - A campanha presidencial de 2008 nos EUA deve bater todos os recordes de propaganda na televisão, segundo estudo da consultoria de publicidade TNS Media Intelligence. Os gastos com anúncios políticos na telinha podem ultrapassar os US$ 3 bilhões, pelas contas da empresa, o que seria o maior valor da história.

Além dos comerciais que têm os políticos como estrelas e são bancados por seus comitês, no montante estimado pela consultoria estão os patrocinados por organizações que falam de temas de seu interesse, como um chamamento para o posicionamento dos candidatos.

Os Eleitores da Aliança pela Conservação (Ambiental), por exemplo, buscam identificar um candidato “verde’’. Já o grupo de mobilização política MoveOn veicula anúncios questionando a Guerra do Iraque. Até o momento, os comerciais são a arma mais utilizada pelos candidatos que não figuram entre os favoritos, os quais desejam conquistar apoio para vencer as prévias de seus partidos e assim poder de fato concorrer a presidente.

Os espectadores dos Estados de Iowa e New Hampshire, onde logo no começo do próximo ano ocorrem as mais importantes disputas iniciais, são os que mais têm sido bombardeados com a propaganda.

Gastos X votos

Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts, aparece na última pesquisa de intenção de voto realizada pela rede CNN em quarto lugar entre os republicanos, com 13% da preferência, e é o campeão de dispêndios com anúncios televisivos, tendo pagado US$ 8,674 milhões em 2007 por 11.463 inserções, de acordo com a TNS Media Intelligence.

No extremo oposto, aparece Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York, que lidera entre os republicanos com 27% das intenções de voto e ainda não desembolsou nada com comerciais na TV - a sua estratégia é anunciar no rádio, na internet e em jornais. Entre os democratas, quem mais gastou com publicidade na TV foi Barack Obama: US$ 2,477 milhões por 4.211 inserções.

Do seu segundo lugar nas pesquisas, ele vê a líder Hillary Clinton cada vez mais longe - a ex-primeira-dama tem 51% da preferência, contra 21% dele, e pagou US$ 1,445 milhão por 2.387 anúncios. Quando estiverem definidos os representantes dos dois grandes partidos que vão concorrer à Presidência, mais Estados assistirão aos comerciais.

Para Anthony Corrado, professor de política do Colby College, do Maine, deveria haver algum tipo de regulação a respeito - como o horário obrigatório que existe no Brasil. O sistema americano atual favorece os candidatos que têm mais dinheiro em caixa.

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