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Toda nudez é política


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Estava bastante pensativo por alguns dias. Buscava em tudo um sentido filosófico qual meus sentimentos compreenderiam muito melhor do que as forças de raciocínio do meu cérebro. Estava mais sentimental, menos racional, mais receptivo as novas idéias sejam elas quais forem. Então, caminhando pela avenida avistei a revista contendo o melhor do Brasil: a verdade nua e crua estampada em sua capa.

Avistei aquilo que a CPI não captou em sua malemolência de raposa refestelada de esperteza. Entendi a única verdade qual o Senador Calheiros não defendeu e foi alvejado como uma pobre ave de rapina bêbada por tragar tanta estupidez pelo anus, libertando-na pelo bico mole, passando pelos imundos penachos emporcalhados pelo ofício de viver.

Toda nudez é política quando sua única peça se transforma em desejo nacional, onde aliados, e adversários, em momento algum tem o poder soberano de expor certa controvérsia na pele bela da mulher e sua maturidade maternal. “Brasília nunca mais será a mesma” com motivos despejados comparando-se as fotografias e as mentiras do presidente licenciado.

Ficou claro que o poder o deixou ganancioso a fim de construir um pólo ímpar na qual conseguirá ser intocável, inigualável, onipotente e onipresente, bonito e gostoso, sem usufruir os personagens dramáticos de Kafka. Todo poder tem fim de linha.

Não há força que poderá segurar isto. É fácil! Por onde anda a ditadura militar com seus generais e as estrelinhas lindas no paletó? Não há acabou! Fim! Ponto final! Eles tomaram no devido lugar por engolirem a democracia entre erros e acertos na insígnia para findar momentos oníricos neste país tropical.

O poder e o sucesso são efêmeros, apesar de serem viciosos, nunca os vi andando de mãos dadas por muito tempo. A nudez artística daquela mulher na revista ultrapassa qualquer defesa que o Senador tenha dado, principalmente os chefes sem fundo, os açougues fantasmas, analfabetos no meio da zorra pecaminosa, o cangaço de Murici, a lobista da empreiteira, enfim, essa nudez supera as possíveis coações aos colegas e adversário. Essa nudez explicitou aquilo que este país precisa em seu antro político: a clareza na pele.

Aquela cidade denominada de capital da República Federativa está mais desnuda do que a jornalista. A diferença entre ética e moral está mias interligada a ela do que a tal classe. É preferível mostrar o que se tem do que dizer que tem e não tem. Essas políticas porcas são exatamente assim. O ato sagaz desta mulher é melhor do que as perversidades acontecidas nas quatro paredes da Câmara e do Senado. Ninguém sabe ao certo se o clima entre alguém esquentou, exatamente por não enxergarem que tipo de discussão de relacionamento persiste por ali. Ninguém sabe que tipo de história mal resolvida ainda há tão quanto um estampido nas vísceras renegando a nudez da grana para o povo.

Não é bom ver Renan e Chinaglia nus na capa de alguma revista, por clarificar incertezas inconcebíveis nas políticas quanto ver a foto na qual Ideli Salvatti via pela internet através de um famoso portal.

Qual a relação disto tudo se tirarmos nossas roupas também e mostrar o que temos de bom? Acho que assim é que se faz política como se faz amor! As coisas ficam entre luzes quentes e hormônios ensandecidos destilando as veias dos “tarados”. Toda nudez será política até quando o Calheiros perceber sem aviso do Planalto, que o seu fim é não tentar tirar a roupa do Senado a fim de buscar uma maneira para efetuar sua salvação ética e moral diante do nosso Brasil e de Alagoas.

O autor, Gustavo Werneck, é jornalista - e-mail: werneckgustavo@yahoo.com.br

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