Economia & Negócios

No Sindicato dos Bancários, recolhimento já é opcional

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 1 min

Com cerca de 1.800 associados entre as 40 cidades que abrange, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região abriu mão da contribuição compulsória dos trabalhadores em 1992. Marcos Tadeu Lenharo, diretor da entidade destaca que a instituição conquistou uma decisão inédita na Justiça e talvez até no País, se destacando como um dos primeiros sindicatos do Brasil a tomar essa iniciativa.

“Sempre quisemos conquistar os trabalhadores no campo das idéias e convencê-los de que uma entidade sindical é importante por ‘n’ fatores e que ela não pode sobreviver, a não ser pela vontade dos trabalhadores. O imposto sindical é uma instituição do Estado, justamente para poder facilitar a vida daquelas entidades que já não tinham disposição para representar os trabalhadores”, ressalta Lenharo.

Para ele, além do imposto sindical obrigar o trabalhador a contribuir, estabelece uma relação de dependência financeira dos sindicatos ao governo federal, o que não é benéfico à defesa dos direitos dos trabalhadores.

Desde 1992, os associados ao Sindicato dos Bancários contribuem com 1% sobre o salário que ganham. “Estamos conseguindo sobreviver, apesar da diminuição do número de bancários e do achatamento salarial que a categoria sofreu ao longo desses anos”, acrescenta Lenharo.

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